Incentivos fiscais dados ao JBS são regulares, aponta TCE

Da Redação/JN

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) esteve na tarde desta quarta-feira, 24, na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, cumprindo uma série de visitas aos órgãos públicos, iniciada depois da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Ele apresentou documentação para comprovar a regularidade dos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual.

Governador se defende de acusações de delator na Corte de Contas Estadual

Os argumentos do governador parecem ter convencido os conselheiros do TCE. “Ele (Reinaldo) trouxe vários documentos comprobatórios, planilhas contratos. (…) Nós já tínhamos feito levantamento nos trabalhos de rotina e está perfeitamente dentro da ordem”, disse o presidente do TCE-MS, conselheiro Waldir Neves, que, contudo, mencionou que a acusação do delator da JBS está acima da possibilidade de fiscalização do TCE. “O próprio delator diz que os convênios são legais e é isso que nós fiscalizamos, agora se houve algum benefício por fora aí cabe à polícia e outros órgãos fiscalizarem”, complementou.

Ainda de acordo com Neves, a fiscalização do governo estadual segue normalmente na Corte de Contas. Ele mencionou que a relatora das contas do governo a conselheira Marisa Serrano deverá apresentar o relatório sobre as contas da gestão Azambuja no próximo dia 31 de maio. Conforme Neves, o governador não deixou qualquer documento com os conselheiros, mas se houver necessidade, o TCE pode solicitar balanços e notas do governo.

A reunião que durou quase duas horas com o governador ocorreu a portas fechadas. Além de Neves, participaram o vice-presidente Ronaldo Chadid, o corregedor geral Iran Coelho das Neves, o ouvidor Osmar Jeronymo, a diretora da Escoex Marisa Serrano, conselheiro Jerson Domingos e conselheiro José Ricardo Pereira Cabral. Acompanharam também o encontro o procurador geral do Ministério Público de Contas, João Antônio de Oliveira Martins Júnior, o procurador adjunto José Aêdo Camilo e os auditores Célio Lima de Oliveira e Patrícia Sarmento.

Desde terça-feira (23), Reinaldo reuniu-se com os deputados estaduais, foi ao TJ (Tribunal de Justiça), conversou com representantes do setor produtivo na Fiems (Federação da Indústria de MS), além de manter agendas públicas de governo.

Tem reiterado, entre outras coisas, que recebeu doações de campanha declaradas à Justiça eleitoral e que sua relação com a JBS sempre foi institucional. Reinaldo disse, em entrevistsa na terça, que “vai até o fim” para provar sua inocência e desmentir as delações dos irmãos Batista.

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