Idosa é morta a tiros pelo companheiro; autor tentou suicídio após o crime

Era madrugada deste sábado (30), quando o 27º caso de feminicídio registrado no Mato Grosso do Sul aconteceu, no centro da Cidade, nos cruzamentos entre às ruas Bruno Garcia e Generoso Siqueira, após a vítima deixar um clube de convivênvia da Melhor Idade, onde frequentava o baile.

De acordo com a Polícia Civil , a vítima do feminicídio é Angela Jorge, de 62 anos, professora de Língua Portuguesa e de família tradicional da cidade.

A vítima foi morta com dois tiros e morreu no local. Foto: Rádio Caçula.

No ano de 2017, a professora Angela Jorge também ocupou a diretoria da Escola Estadual Bom Jesus.

Segundo a Rádio Caçula, a professora foi assassinada em frente ao Lagos Hotel, nos cruzamentos entre às ruas Bruno Garcia e Generoso Siqueira, quando deixava o baile, realizado no Centro de Convivência de Três Lagoas (MS).

Angela Jorge, professora e ex-diretora da Escola Estadual Bom Jesus, conforme as primeiras informações sobre o caso, esteve em um baile, no Centro de Convivência da Melhor Idade, onde dançou com um amigo.

Por volta da meia-noite, um homem identificado por Carlos Roberto Felipe, de 59 anos, o “Baturu” chegou ao local e, possivelmente inconformado com o término de seu relacionamento com Angela Jorge, cometeu o feminicídio. De acordo com informações, Baturu foi motorista da Prefeitura Municipal de Três Lagoas durante a gestão do prefeito Dr. Issam Fares.

Ao vê-la dançando, “Baturu” demonstrou ciúmes e foi tirar satisfações de Angela e, a seguiu até a saída do clube.

Quando alcançou às proximidades do Lagos Hotel, Carlos Roberto Felipe, de 59 anos efetuou então, dois tiros à queima roupa contra Angela Jorge que morreu no local e, na sequência disparou em seu próprio ouvido, na tentativa de cometer suicídio.

O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, porém ao chegaram ao local do crime, Angela Jorge já estava morta e o autor dos disparos estava ferido e foi encaminhado para o Hospital Auxiliadora.

De acordo com informações da assessoria do Hospital Auxiliadora, o estado de saúde de Baturu é grave. O homem ao dar entrada passou por exames, foi examinado e medicado. Devido a gravidade do caso, o mesmo foi transferido na manhã deste sábado (30), por volta das 06h30, para Campo Grande.

Os filhos da vítima e também do autor dos disparos estiveram no local juntamente com a Polícia Científica para o exame pericial e início das investigações.

FEMINICÍDIO NO MATO GROSSO DO SUL

De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Justiça do Mato Grosso do Sul (Sejusp), a cada nove dias morre uma mulher vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

Entre os dias 1º de janeiro e 18 de junho deste ano foram registrados 18 feminicídios em Mato Grosso do Sul. A média, nestes 159 dias, é de uma morte a cada 9 dias. Mesmo com o mês de junho ainda não tendo terminando, o número de homicídios dolosos de mulheres neste recorte de 2019 já é maior do que em todo o primeiro semestre de 2018, quando foram registrados pela secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública 17 casos no estado.

O crescimento dessa estatística assusta, principalmente porque o conceito de feminicídio nasceu para caracterizar a consequência mais grave da violência doméstica: a morte. O termo qualifica o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição do sexo feminino, motivado por violência doméstica, discriminação ou menosprezo. É um crime hediondo que, na maioria das vezes é praticado por homens que vivem ou viveram com a vítima, sendo namorados, companheiros, maridos ou ex.

Angela Jorge é 27ª vítima de feminicído registrado neste ano de 2019, no sitema da Sejusp do Mato Grosso do Sul.

 

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