Vídeo: Reinaldo diz que denunciantes emitiram R$ 215 milhões em notas frias

Jackson Nogueira

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) divulgou uma nota acusando os empresários que denunciaram um suposto esquema de pagamento de propina em troca de benefícios em seu governo de ‘picaretas’ e ‘fraudadores’.

Além de rebater as acusações ele informou que os denunciantes estão sendo processados por emitir mais de R$ 215 milhões em notas frias de empresas fantasmas. “Aqueles não são empresários, mas um bando de picaretas fraudadores do fisco”, disparou.

João Alberto Dias, presidente da Assocarnes/MS (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores), José Alberto Berguer e Benilson Tangerino acusam o ex-chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, de cobrar propina para garantir o funcionamento das empresas. Em reportagem exibida neste domingo (29) pelo Fantástico, Burger garante que pagou R$ 500 mil a José Ricardo Guitti, o Polaco, apontado como suposto intermediário de Sérgio de Paula.

“Nós temos uma ação contra eles movida pela Procuradoria-Geral do Estado e na Secretaria de Fazenda, e que já foi encaminhada ao Tribunal de Justiça de MS mostrando que eles são fraudadores do fisco. Ocorre que muitas vezes é colocada uma versão só, mas isso vai mudar, porque nosso Secretário de Governo enviou hoje uma cópia do processo que tem mais de mil páginas aos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Eles foram autuados no dia 4 de novembro de 2016, após dados da inteligência fiscal mostrarem movimentação financeira muito atípica desses empresários”, declarou Reinaldo.

Berguer alega que fez o pagamento de propina após ser pressionado, com direito a não poder mais comercializar seus produtos. No entanto, conforme o governador, ele e os demais denunciantes fraudavam a contabilidade das empresas e emitiam inúmeras notas frias com o objetivo de fabricar créditos de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e sonegar impostos. A fraude teria sido flagrada pelo Governo, após movimentar mais de R$ 200 milhões em notas frias do couro.

“Isso está identificado e documentado. É um processo judicial. Já temos dados das Secretarias do Governo do Estado de São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso que mostram que os endereços das empresas são na verdade terrenos baldios, ou seja, empresas fantasmas que nunca existiram. Por isso estão tentando usar artifícios, usando uma pessoa que não tem nada a ver com o governo e muito menos com o governador. Não dei procuração para ninguém falar em meu nome. Quem fala por mim sou eu. Esses homens são fraudadores do fisco e não vamos aceitar coisa errada aqui no Mato Grosso do Sul”, enfatizou Reinaldo.

A nota divulgada pela assessoria do governador também classifica de tendenciosa a matéria veiculado no Fantástico, e destaca que Reinaldo já apresentou suas explicações e defesa ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, rebatendo as acusações de Wesley Batista, dono da JBS, que delatou que o tucano, Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB), foram beneficiários de um esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais.

“Gravei uma entrevista de 11 minutos com o repórter do Fantástico, mas ele não colocou nem um minuto no ar. Não foi veiculado na íntegra tudo o que respondemos das denúncias infundadas feitas por esses senhores. O que cabe a nós agora é continuar trabalhando pelo Estado, fazendo entregas para melhorar a vida da nossa população e deixar os advogados mostrarem a comprovação documental que nós estamos mexendo com picaretas. Temos documentação e vamos provar”, finalizou o governador.

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