Homem é torturado até a morte por furtar 2g de crack

Wanderson Martins de Freitas, 38 anos, suposto usuário de drogas, foi encontrado morto enrolado em cobertores em um terreno baldio na noite de sábado (19), no bairro Residencial Oliveira, em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, ele foi torturado até a morte por ter furtado 2 gramas de crack de um ponto de venda de drogas.

Usuário de droga foi torturado e morto em bairro de Campo Grande (Foto: Priscilla dos Santos/ G1 MS)
Usuário de droga foi torturado e morto em bairro de Campo Grande (Foto: Priscilla dos Santos/ G1 MS)

A vítima estava com vários ferimentos pelo corpo, um corda de varal no pescoço e enrolada em dois cobertores. Um dos principais suspeito pelo homicídio, Gilson da Silva de Freitas, 31 anos, foi preso.

O delegado plantonista Tiago Macedo disse que dois adolescentes também estavam na boca de fumo e ajudaram na tortura, conforme depoimento do preso.

Segundo a polícia, o suspeito disse que o crime foi motivado porque a vítima furtou 2 gramas de crack depois de consumir a quantidade de droga que tinha comprado. Um dos adolescentes que estava no local percebeu o furto e avisou o suspeito.

Em seguida, a vítima teria devolvido a quantidade de droga furtada, mas começou a ser agredida com golpes de panela, depois foi esfaqueada e enforcada com uma corda. Durante a tortura, o suspeito disse que aumentou o som dentro da casa para que os vizinhos não ouvissem a vítima sendo agredida.

O corpo foi encontrado pela polícia a 20 metros da boca de fumo, depois que vizinhos viram a vítima sendo deixada no terreno baldio na rua João Rezek. A denúncia foi feita ao 190. Uma panela e cordas, provalvelmente usadas na tortura, foram apreendidas pela polícia e levadas para o Instituto de Medicinal Legal (IML).

Os adolescentes foram identificados pela polícia, mas não foram localizados. O homem preso já tinha passagens pela polícia pelos crimes de ameaça e tráfico de drogas. Ele será indiciado por homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores e ocultação de cadáver.

Comentários

comentários