Homem diz que matou ex e escondeu no sofá-cama em MS quando vítima confessou que filho era de outro

O acusado de ter matado a ex-companheira em 2007 depois de uma discussão e escondido o corpo dentro do sofá-cama foi interrogado na Santa Casa de Campo Grande, onde faz tratamento contra o câncer, na última terça-feira (5), pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Homem é acusado de matar jovem e esconder corpo em sofá em 2007, em Campo Grande (Foto: Reprodução/TV Morena/Arquivo)

Eduardo Dias Campos Neto foi preso em agosto de 2017, em uma estrada de terra no Paraguai, próximo a Porto Murtinho, região sudoeste de Mato Grosso do Sul. Segundo a assessoria do fórum, o acusado está internado há 75 dias em tratamento e para não atrasar o processo, o juiz decidiu realizar essa audiência inédita.

O acusado disse na audiência que escondeu o corpo da ex-mulher para evitar que o filho visse a mãe morta. Em seguida, fugiu para o país vizinho onde permaneceu foragido até a prisão. Durante os 10 anos que esteve como fugitivo, trabalhou em fazendas e constituiu outra família e é pai de uma menina.

Segundo a denúncia, a jovem de 18 anos foi morta por estrangulamento, mas Neto disse no depoimento que aplicou uma chave de braço. A agressão que resultou na morte da ex-mulher aconteceu depois dela ter cuspido no rosto dele e confessado que ele não era o pai da criança.

Antes de morar com Eduardo, a jovem Aparecida de Oliveira vivia com a família, no distrito de Anhanduí, em Campo Grande. Ela era a filha mais nova de dona Maria Iraídes. A professora se lembra que o relacionamento dos dois era conturbado e que o genro sempre foi agressivo por causa de ciúmes. Um dia depois do crime ela chegou a ir até o apartamento onde o corpo da filha estava escondido.

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