Homem agride esposa e familiares, investe contra PMs e é morto

Família disse que o agressor estava com ‘comportamento estranho’ desde domingo (10). Caso aconteceu em Maracaju (MS).

Leandro Vitor da Silva de 32 anos foi morto pela Polícia Militar (PM) no início da manhã desta segunda-feira (11), em Maracaju, no sul do estado, após agredir familiares, vizinhos e policiais.

Corpo de Bombeiros no local socorrendo a vítima. / Foto: Robertinho

Segundo informações do boletim de ocorrência, o homem chegou em casa no domingo (10) pela manhã, após ter saído da fazenda onde trabalhava, com ‘comportamento estranho’ e dizendo que iria matar determinada pessoa.

A esposa de Leandro disse aos policiais que ele falava frases desconexas e, à noite, perambulou pela casa e pegou o filho de 3 anos para sair com ele do local.

Ao tentar impedir que o marido saísse de casa com a criança, a mulher, de 43 anos, foi agredida por ele. A mãe dele interviu e foi ferida na testa por uma barra de ferro. O enteado, de 17 anos, passou a jogar tijolos e uma pá contra o padrasto, mas não o acertou e a mãe pediu que parasse.

Um vizinho tentou ajudar as vítimas e foi agredido a socos. Outro foi derrubado e quando a polícia chegou, acionada pela esposa de um deles, se deparou com o homem correndo na rua gritando.

Ao ver os policiais, o suspeito correu em direção a eles dizendo que iria matá-lo. O cabo que estava na equipe atirou com disparos de elastômero, mesmo atingido, o homem não parou. O policial então o acertou com arma de fogo, mesmo assim ele continuou.

O homem partiu para cima do cabo, o derrubou e o tentou desarmá-lo. O soldado então tentou parar a agressão, foi também derrubado e o cabo novamente atirou no suspeito e só então ele parou.

Os policiais viram que o suspeito estava ferido e chamaram o Corpo de Bombeiros. Ao dar entrada no hospital, o médico constatou que ele estava morto.

A mãe do suspeito precisou de sutura no ferimento da testa e tomar medicamento para pressão alta. A esposa não teve lesões. O cabo da PM teve corte e luxação no cotovelo esquerdo e o soldado dores no ombro direito devido à queda.

O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial e lesão corporal em situação de violência doméstica.

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