Hemosul intensifica ações da campanha ‘Junho Vermelho’

Fonte: Agência Brasil

OMS recomenda que países tenham pelo menos 3% de doadores

Dando continuidade as ações de conscientização do Junho Vermelho, entre 10 e 12 de junho, militares da Capital participarão de uma coleta programada de doações, na rede Hemosul. No dia 13 de junho (feriado municipal) não haverá funcionamento, mas, na sexta-feira (14), dia mundial dos doadores de sangue, os interessados em colaborar poderão ir até o local e realizar a boa ação.

Pesquisa revela que 39% dos brasileiros não sabem qual é sua tipagem sanguínea – Foto: Ascom Secretaria de Saúde MS.

A data comemorada no dia 14 de junho tem objetivo de estimular a doação voluntária, visto que em razão do período do inverno, as coletas diminuem em até 80%, por causa de doenças respiratórias, gripes e resfriados.

As ações têm como objetivo ainda estimular que doadores já cadastrados façam doações em meses mais frios, incentivar que mais pessoas se cadastrem, fazendo com que a causa, Junho Vermelho, alcance o maior número de pessoas possíveis.

“Junho inicia um período crítico para as doações de sangue, o inverno, que afasta os doadores. As parcerias e campanhas são fundamentais para que possamos manter nossos estoques. Mas é muito importante lembrar que precisamos de doações todos os dias e que a população está convidada a praticar este importante ato de solidariedade”, reforça a coordenadora do Hemosul, Marli Vavas.

CAMPANHA NACIONAL

A campanha iluminará com a cor vermelha, durante todo o mês, instituições públicas e privadas, prédios históricos e monumentos em diferentes localidades do país. Serão feitas ações especiais durante a semana do Dia Mundial do Doador de Sangue, que é comemorado no dia 14 de junho.

Lançado no estado de São Paulo, o Junho Vermelho ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país.

Segundo a fundadora do Eu Dou Sangue, Debi Aronis, a ideia de criar o movimento veio depois de seu pai precisar de sangue devido a uma doença delicada e de perceber que o período estava com estoques baixos nos hemocentros e hospitais.

“Somente aqueles que enfrentam uma dificuldade e precisam da doação para que familiares ou amigos possam sobreviver sabem da importância desse ato. É um pequeno gesto, individual e gratuito, mas com consequências expressivas”, pontuou.

DESCONHECIMENTO

De acordo a Agência Brasil, uma pesquisa feita em 2017 revelou que cerca de 92% dos brasileiros disseram não ter doado sangue entre junho de 2016 e junho de 2017. Os dados também mostraram que 39% dos brasileiros admitem não saber qual é seu tipo de sangue.

O estudo, que ouviu 2.771 entrevistados em todo o país, mostrou que o desconhecimento é maior entre os homens (44%) do que entre as mulheres (35%). Assim como a maioria dos jovens (52%), na faixa dos 16 aos 24 anos, também desconhecem esse aspecto de seu próprio corpo.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.

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