Helder Barbalho está matematicamente eleito no Pará

Candidato do MDB venceu adversário Marcio Miranda, do DEM

O candidato Helder Barbalho (MDB) está matematicamente eleito governador do Pará. Com 92,17% das urnas apuradas, Barbalho acumula 55,22% dos votos válidos contra 44,78 do seu adversário, Marcio Miranda, do DEM.

Helder Barbalho (MDB) lidera parcialmente na disputa pelo governo do Pará. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Entre os votos totais computados, o Estado registra até agora 9,67% de votos nulos e 1,96%, brancos. Cerca de 23% dos eleitores não compareceram às urnas, conforme os resultados parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Barbalho tem 39 anos e já foi vereador e prefeito de Ananindeua, e deputado estadual pelo Pará. É filho do ex-governador do Estado Jader Barbalho.

Confusão. Logo no início da votação no Estado, um eleitor foi preso ao gravar um vídeo no Facebook em que denuncia uma suposta “fraude” em uma das urnas de seção eleitoral em Belém (PA) após digitar o número 17 para o cargo de governador e se deparar com a mensagem de “voto nulo”, segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

Na gravação, ele se identifica como Paulo Roberto Duarte Pereira e afirma ter apertado o “17 Bolsonaro”, apesar de a tela da urna eletrônica evidenciar que, naquele momento, o equipamento registrava o voto para o cargo de governador do Estado. O PSL, partido do capitão reformado, não tem candidato ao governo paraense no segundo turno.

“Está aparecendo nulo aqui. Eu vou mostrar a cara. Ministro Raul Jungmann, vocês estão falsificando as urnas”, grita o eleitor. Em seguida, ele se dirige a outras pessoas esperando para votar e pergunta se um outro homem “viu” a suposta “falsificação”. “Estão falsificando as urnas, olha aqui. 17 está aparecendo nulo”, ele repete, voltando a filmar a urna.

Segundo o TRE-PA, o episódio ocorreu na seção 455, na Escola Manoel Leite Carneiro, no bairro do Tenoné. A supervisora dessa mesa, informa a assessoria de comunicação do órgão, tentou impedir a ação de filmagem, que é crime eleitoral, e foi empurrada pelo homem. “A polícia foi acionada, e (como) o eleitor teria se apresentado como policial militar da reserva, a guarnição não pôde prendê-lo por motivos hierárquicos”, descreve a corte.

A mesária, identificada como Patricia Susy Santos do Amaral do Carmo, registrou boletim de ocorrência. O caso foi tipificado pelo crime eleitoral de “promover desordem que prejudique os trabalhos eleitorais”, segundo a lei 4.737/1965. A confusão ocorreu por volta das 8h20 (de Brasília), segundo o documento.

O TRE-PA relata que a juíza Ana Patrícia Fernandes, da 97ª zona eleitoral de Belém, decretou a busca e a prisão do suspeito. “Caso não seja possível realizar a prisão em flagrante dentro do prazo de 24 horas, será instaurado um procedimento criminal visto que todos os acontecimentos foram registrado em ata”, acrescenta a nota.

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