Guerrero chama suspensão de ‘vergonhosa injustiça’: ‘Estão roubando minha carreira’

A novela da suspensão de Paolo Guerrero, por doping, teve nesta segunda-feira um capítulo triste para o jogador. O atacante do Flamengo e do Peru teve a punição ampliada para 14 meses pelo TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) e ficará de fora da Copa do Mundo, na Rússia. Ainda nesta segunda-feira, o peruano se pronunciou em vídeo publicado no Facebook.

“Hoje sinto que meu sonho, primeiro de jogar futebol e segundo de jogar um Mundial depois de 36 anos, sinto que o perdi”, disse Guerrero. “Mas quero ratificar a meu país, à minha gente, que jamais consumi qualquer tipo de droga ou alguma substância proibida”.

O camisa 9 e capitão da seleção peruana listou três motivos que provam sua inocência. “Primeiro: nunca consumi uma droga. Isso já foi provado. Segundo: nunca tive a intenção de melhorar minha performance. (…) Isso já foi provado na Fifa, na Wada (Agência Mundial Antidoping) e no TAS. E terceiro: eu estava sob o regime da minha equipe, sob o regime da Federação Peruana de Futebol, sob protocolos de segurança e nutrição. Tomei um chá que um garçom não deveria ter servido a um jogador profissional”.

Guerrero encerrou o depoimento desqualificando a decisão do TAS.

“O que não se comprova é como podem me dar uma suspensão de 14 meses, tirarem meu sonho de jogar um Mundial sem justificativa ou algum argumento que faça sentido para mim e também para vocês mesmos. Então, às pessoas que contribuíram para essa vergonhosa injustiça, que estão me roubando o Mundial e talvez minha carreira também, espero que consigam dormir em paz”.

Paolo Guerrero teve a pena diminuída para seis meses e atuou pelo Flamengo nas últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro, contra Internacional e Chapecoense. No entanto, a decisão do TAS aumentou a punição em oito meses e tirou o atacante da Copa do Mundo. Com o julgamento em última instância, não cabe recurso.

Os advogados de Guerrero também se manifestaram sobre a punição ao atacante. Veja abaixo:

Hoje o TAS notificou sua decisão no caso do Paolo Guerrero: 14 meses de suspensão, devendo-se creditar os 6 meses já cumpridos pelo atleta. Guerrero está sendo penalizado e privado do maior sonho de sua carreira e do seu país por formalidades e regras que punem inocentes e não contribuem para o esporte justo e o fairplay. Até o dia de hoje foram três decisões inconsistentes, que demonstram a fragilidade do sistema antidoping, suas contradições e desproporções. Comprovou-se que Guerrero não utilizou drogas sociais, não teve o objetivo de melhorar sua performance e, mesmo estando em um ambiente controlado por sua federação, estes elementos não bastaram para que fosse considerado inocente. Essa injustiça não afeta apenas a trajetória vitoriosa e a reputação profissional de Guerrero, mas também a emoção, a confiança e a paixão que o futebol provoca nos amantes do esporte, entristecendo o público que lota os estádios e as novas gerações de atletas que ainda sonham continuar fazendo dele um grande espetáculo.

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