Guarda Municipal perde reajuste de 9,57%, mas pretente brigar no Executivo por demandas setoriais

O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais, Hudson Bonfim, durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)
O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais, Hudson Bonfim, durante entrevista no programa Capital Meio Dia. (Foto: Paulo Francis)

Na manhã de ontem (06), ao menos quatro categorias estiveram na Câmara Municipal protestar e pedir melhorias a respeito da negociação salarial. A prefeitura de Campo Grande ofereceu 9,57% de reajuste para os servidores e o projeto de lei seria votado naquela manhã, mas não ocorreu por conta das reivindicações.

As quatro categorias pedem melhorias, mas somente os servidores ligados ao Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais), buscavam alterar o índice para 11,6%, o que adiou a votação. O restante tinha a expectativa, até mesmo pela questão de tempo e em cumprimento a regra eleitoral, de que a analise fosse retomada às 18 horas, para conclusão da votação até a meia noite, porem isso não ocorreu.

Conforme explicou o presidente do Sindicato do Guardas Municipais, Hudson Bonfin, ao Página Brazil na tarde desta quarta-feira (06), o reajuste geral anual segue uma regra na qual deve ser computado de maio de 2015 até maio de 2016, mas como este é um ano eleitoral o projeto não pode ser voltado 180 dias antes das eleições.

“Este projeto chegou à Câmara dia 31, passou por uma assessoria jurídica e esse órgão encontrou alguns vícios. Estivemos presentes lá, defendemos o projeto porque nossa categoria esta a dois anos sem receber. Na data de ontem a votação foi aberta uma discussão, o presidente da casa entendeu que a assessoria jurídica não tinha fundamentos incisivos sobre o projeto, suspendendo até as 18h, retornamos ao executivo para que ele corrigisse um dos vícios que existia. Entretanto algumas entidades se mostraram insatisfeitas, tem os seus motivos legais e concretos, e a casa entendeu que o projeto não era viável e foi retirado de pauta”, explica.

O presidente alega que após essas decisões o executivo tem a responsabilidade de dar a reposição inflacionaria de janeiro a maio, e essa reposição foi anunciada hoje em 2,7%, mas a classe afirma que buscará no Executivo as questões setoriais. Foi realizada nesta tarde uma reunião de todos os sindicatos no prédio da ACP, com o objetivo de fortalecer o movimento para que cada instituição possa buscar aquilo que é de direito e fato.

“Agora iremos definir setorialmente cada uma das demandas da Guarda Civil Municipal, pois buscamos dignidade dos guardas civis municipais de Campo Grande. Os 9% não dá mais de reposição inflacionaria, porem ainda temos demandas, adicional de operações especiais, retorno das férias remunerado, lançamento dos plantões, promoção horizontal e vertical, e vamos cobrar isso do executivo. Vale lembrar que se não houver um acordo e tiver uma evolução para greve, fica a evolução de toda categoria”, finaliza.

Paulo Francis

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