Grupo que busca um mundo melhor vai ajudar milhares na África

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Walther e Wesley viajarão com o grupo de voluntários no próximo dia 27 (Foto: Tatiane Lavor)

“Haviam dezenas de pessoas orando e jejuando pela vinda de vocês”, disse o gerente do projeto, a um dos voluntários que compõe o time de aproximadamente 25 Sul-Mato-Grossenses, que irá até Guiné Bissau, considerado o quarto país mais pobre do planeta. Além dos voluntários de Mato Grosso do Sul, cerca de 15 pessoas dos estados de Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul também farão parte da equipe que visa construir uma igreja-escola, realizar atendimentos médicos e odontológicos, entre outras contribuições às crianças e adultos que vivem em condições desumanas. O Página Brazil conversou com dois dos voluntários, que contaram suas expectativas com a viagem, acreditando que o projeto confortará dezenas de almas aflitas.

“Se eu vivesse lá, já estaria morto”, disse Walther Wolff ao comparar a expectativa de vida dos guineenses com sua idade, 54 anos. Wolff é professor e contou que deixou de comprar uma casa, além de economizar o dinheiro que ganha trabalhando como barbeiro, para usar parte do lucro na viagem à Guiné Bissau. “Eu sempre tive o espírito do voluntariado, me casei com uma mulher que também ama ajudar as pessoas”, conta.

O professor acredita poder educar crianças, no país em que 90% não tem acesso à escola (Foto: Tatiane Lavor)
No período da missão, o professor acredita poder educar crianças, no país em que 90% não tem acesso à educação (Foto: Tatiane Lavor)

O Pastor Wesley Alves, de 29 anos, também faz parte do time de voluntários e entusiasmado disse à reportagem que o dinheiro sairá do próprio bolso. “Cada um deve desembolsar 6,5 mil. Não está incluso o valor do passaporte [para quem não possui], tampouco a passagem de Campo Grande à São Paulo”, relata. “Nós estamos tirando do nosso, para dar à eles”, completa.

A dupla estima que a equipe de médicos atenda aproximadamente 3 mil africanos, sem contar com os atendimentos odontológicos, que serão realizados por quatro dentistas. “Realizaremos trabalhos especiais com crianças, adultos e professores, além de incentivar o empreendedorismo local, através da agricultura”.

De acordo com Walther, o grupo de voluntários ficará no país cerca de 25 dias. Eles viverão como os guineenses, comendo o que eles comem, dormindo onde eles dormem. Para o Pr Wesley, a experiência transformará suas vidas. “Nós estaremos em Bissau, pensando no Brasil, mas voltaremos ao Brasil com saudades de Bissau”, acredita. “Nós não podemos reclamar das nossas vidas, eles vivem em condições precárias, isso é desolador”.

Confira detalhes da missão na entrevista com os voluntários

   

Para quem quiser contribuir com a doação em dinheiro, deve enviar o comprovante do depósito ou transferência ao e-mail divulgado no vídeo.

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