Grupo infantil de dança japonesa completa 10 anos com show em Shopping

Verso da Página com Assessoria

As apresentações terão início às 15h e contarão com a participação de outros artistas nipônicos convidados

O Grupo Sakurá, formado por cerca de 50 crianças e adolescentes que dançam e cantam músicas japonesas e seus pais incentivadores, comemora 10 anos de atividades em Campo Grande. Para celebrar a data, haverá um espetáculo no próximo sábado, a partir das 15h, no Shopping Norte Sul, com 20 apresentações.

A entrada é gratuita. Como uma festa, o Grupo Sakurá convidou para dividir o palco o Coral da Nipo, a Associação Okinawa, o Grupo Seishun, o Ryu Kyu Koku Matsuri Daiko, a Academia Gushiken, o Ballet Isadora Duncan, a dançarina Yukie Takase e cantores de karaokê Meire Mary Okabayashi, Felipe Idie, Grupo Look The SKY (Arissa Ueno, Larissa Arakaki, Juliane Ezoe e Natalia Kanashiro), Maria Júlia Ota Marinho e Lucas Higashi.

Assim, o evento também fará parte do calendário da semana de comemorações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil e deverá trazer saudosismo e emoção aos familiares do grupo. É a retrospectiva no palco de momentos que marcaram os artistas mirins. “Vamos reviver as danças, como olê, champion (olê, campeão), de duas copas passadas”, comentou a voluntária Luiza Okamura, que prepara os figurinos.

História do Grupo Sakurá

As atividades artísticas nasceram com a vontade da professora Andréa Miti Okamura Miyashita, de 44 anos, de preservar a cultura japonesa. Ela era educadora na Escola Visconde de Cairu, onde a maioria tem ascendência japonesa, e começou a ensinar coreografias que aprendeu desde criança, incentivada pelos pais nipônicos e por intercâmbio em sua juventude no Japão. “Ensaiávamos sem formalidades e as crianças dançavam no clube”, recordou Miti.

Com apoio da Associação Nipo Brasileira e por sugestão da japonesa intercambista no Brasil, Sensei Mie Konishi, a professora Miti decidiu criar o grupo e na escolha do nome consultou a amiga japonesa. “Sensei Mie disse: Grupo Sakurá, todos se lembram da cerejeira do Japão e conseguem pronunciar a palavra em qualquer lugar do mundo”, comentou.

Então, surgiu o Grupo Sakurá no Ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Coincidentemente, na época, japoneses de Okinawa trouxeram mudas das cerejeiras e as distribuíram para instituições nipônicas e autoridades. Algumas já começaram a florir em Campo Grande.

No mundo artístico cultural, a árvore do Sakurá já tem raízes fincadas pela professora Miti que desde o início até hoje trabalha de maneira voluntária na formação desses novos talentos. Ashley Miersch Simabuco e Maria Júlia Ota Marinho, ainda bebês, aprenderam as primeiras coreografias. Hoje, elas têm 10 e 11 anos, dançam, cantam e participam de campeonatos. “Eu me lembro, quando nasceu a minha segunda filha e não pude ir à apresentação da Ashley. Nesse dia, outras crianças da idade dela faltaram e ela foi corajosa e conseguiu dança lindamente”, lembra a vendedora Jéssica Miersch Simabuco.

A médica veterinária Josely C Zakimi, de 40 anos, também descreve o crescimento da filha associado ao Sakurá. “Iniciamos no grupo em 2012, Amanda tinha 1 ano e meio, usava fraldas e chupava chupeta. Certo dia em uma apresentação do grupo na Igreja São João Bosco, achei fofo e conheci a Miti que nos convidou. No outro dia fomos ao clube e a receptividade e o carinho que ela nos tratou foi tão grande que estamos até hoje”, recordou a mãe da Amanda que encanta no palco.

Para ver a filha brilhar, os pais vivem junto o sonho do grupo por momentos de satisfação com simples aplausos, investem e fazem sacrifícios. “Enfrentamos frio em algumas apresentações como a Festa do Ovo em 2013, chuva no desfile da cidade em 2015 e tantas outras coisas. Mas o prazer de ver o sorriso no rosto delas, nos dão força para fazer com amor e dedicação”, comentou Josy.

História parecida de Mariana Mayumi Shiguematsu Yassuda. “Mariana Mayumi nossa referência, nosso compromisso, nossa família!”, a mãe Renata que também não mede esforços. “Começamos em 2012, Mariana ainda não tinha 2 anos, usando fraldas participou da dança da moeda. Foi emocionante!”

Hoje aos 8, ela sobe ao palco com naturalidade e com colegas já adolescentes. “O Grupo Sakurá foi um ambiente de socialização, tanto para nós, como para a Mariana”, disse a enfermeira Renata Terumi Shiguematsu Yassuda, de 43 anos.

Ação Social
As crianças do Grupo Sakurá já se apresentaram aos pequenos que enfrentam doenças graves como o câncer. Essa divulgação da cultura japonesa foi considerada especial às artistas mirins. “Eu já me apresentei em vários lugares, mas nunca o olhar do público brilhava de felicidade só porque estávamos lá, eu me senti muito importante”, contou Maria Júlia, após apresentação de Natal na Aacc.

Para professora Priscilla Reiko Sotoma Okama, de 47 anos, a participação de suas duas filhas Alessandra Lumy Okama e Náthalie Yumi Okama, 14 anos, vem contribuindo para a vida. “Elas começaram no grupo em 2008. Todas as apresentações são importantes, mas as apresentações na Ação global, em igrejas mais afastadas do centro e na AACC, sem dúvida, deixa claro a diferença de realidades e despertou o olhar das crianças para uma realidade que é bem próxima, mas que nem sempre conseguimos presenciar. Cada apresentação nos surpreende de alguma forma.”

Esse sentimento, para Miti Okamura, representa o maior presente à sua dedicação ao grupo. “Temos a oportunidade de mostrar a importância de ajudar o próximo. Vale muito!”
Na programação, a professora Miti Okamura promete dividir a magia desse grupo família com o público. “Dos bastidores até a apresentação, todos poderão se encantar com os costumes japoneses e arte milenar, venha participar!”

Após o show dos 10 anos do Grupo Sakurá, haverá o tradicional concurso da miss nikkei.

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