Grupo do PSB pede saída de Tereza Cristina com insistência de apoio a Temer

Lúcio Borges

Deputada Tereza Cristina, do PSB (Foto: Divulgação )

A deputada federal por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PSB), que é da chamada bancada ruralista, insiste no apoio ao presidente Michel Temer, enquanto seu partido já decidiu a dias, que os socialistas fariam oposição a atual a gestão, e que, os parlamentares deveriam votar pela aceitação do processo de investigação contra Temer, que corre na Câmara dos Deputados. A atitude da sul-mato-grossense, já pode levar a sua retirada do partido, pois seu apoio, além de repercutir no Estado, onde é cobrada, por eleitores e seus correlegionários, a marca em nível nacional na sigla, que ela ainda é líder da bancada na Casa de Lei, onde havia pedidos informais para que ela cumprisse determinação partidária, mas ela desafiou e não cumpriu para troca de apoiadores de Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e ainda avisou “que ela era quem mandava na bancada”.

A deputada ainda apareceu nesta semana em encontros e conversas oferecidos em sua residencia a Temer, além de que ela admitiu negociações e encontros com emissário do PMDB e DEM para migrar de legenda. Outro agravante contra a representante de MS, é que Tereza e outros noves deputados, já chamados de dissidentes, apoiam as reformas propostas pelo Governo Federal, que são contrárias à posição da direção do partido.

Assim, com tudo isto, nesta quinta-feira (20), a Secretaria Nacional de Mulheres do PSB, pediu que a deputada sul mato-grossense deixe o partido, antes de ser expulsa. O pedido, foi feito por meio de uma nota enviada à bancadas do partido no Senado e na Câmara.  A nota é dura, onde há parte que as “mulheres” nem citam o nome da parlamentar. “Exigimos que a pessoa em questão [Tereza] não espere o processo de expulsão por meio da representação do Conselho de Ética e que tenha a dignidade de deixar o PSB, antecipando-se assim a mais essa situação de desmoralização pública”, diz a nota assinada pela deputada Dora Pires (PSB), secretária nacional do partido.

O grupo de 11 mulheres da Secretaria Nacional do PSB resolveu levar a questão à Executiva Nacional da sigla. Na nota, as deputadas dizem que a posição de Tereza representa “a desmoralização das mulheres socialistas e de esquerda”, e pedem sua saída imediata “das fileiras socialistas”. Em entrevista à IstoÉ, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) afirmou que irá cobrar que o presidente do partido, Carlos Siqueira, tire Tereza da liderança do PSB na Câmara. “A gente não pode ficar nessa situação em que a líder conspira contra a bancada que ela lidera para poder levar para outros partidos”, disse o parlamentar ao periódico.

Outro Lado

Na terça-feira (18), o presidente Michel Temer (PMDB) teria participado de um café da manhã na casa da deputada sul mato-grossense. Segundo a própria parlamentar afirmou à imprensa nacional, o motivo da reunião teria sido evitar que Tereza e um grupo de 10 deputados deixasse o PSB e migrasse para o DEM. O presidente ainda teria oferecido espaço em seu partido aos dissidentes pessebistas.

Em virtude do recesso parlamentar, Tereza está em Campo Grande, mas ainda não se manifestou sobre o assunto à imprensa local.

Ontem, a liderança do partido na Câmara tentou amenizar o assunto e disse que ainda mantém diálogo com Tereza e demais parlamentares ‘dissidentes’.

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