Grupo de mulheres faz ato pela democracia e contra “lei da mordaça” na Capital

Foto: divulgação grupo
Foto: divulgação grupo

Um grupo de mulheres ativistas foi na manhã deste sábado (9) a Praça Ary Coelho, no centro de Campo Grande, para debater e divulgar a defesa pela Democracia, no atual quadro politico nacional. Bem como para discutir e se posicionar contra a “lei da mordaça”, a ser instituída localmente, na Capital, se for mantido o Projeto de Lei 8246, aprovado pela Câmara de Vereadores, no último dia 31 de março, em um processo avaliado posteriormente que teve extrema urgência desnecessária e que não passou por tramites normais do Legislativo.

A ação contou somente com mulheres, que em cerca de 50 manifestantes, que fazem parte ou foram a praça pelo Comitê de Mulheres da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul, recém criado na Capital. O grupo é composto por mulheres ligadas a movimentos populares, como a CUT, Fetems e de igrejas, e também por integrantes de partidos de esquerda, como o Psol, PcdoB e PT. O principal nessa manhã era para defender a democracia.

Maria Rosana Rodrigues, integrante do Comitê, que também é presidente do Diretório Municipal do PT de Campo Grande, disse que o objetivo do encontro na praça era debater os assuntos que exigem a participação as mulheres, pois os mesmos prejudicam a todos, mas como sempre, mais ainda as mulheres. “É o claro caso da Lei e no que vem sendo feito ou atingindo a honra de todas as mulheres, na pessoa da presidente Dilma Rousseff, de forma sexista por simples preconceito, mesmo que ela esteja certa ou errada”, apontou.

A representante detalha ainda mais a posição diante do projeto da ‘lei da mordaça’.”Ele tentar ou foi feito para direcionar ou excluir o ‘ensino’ ou o debate, que já não é tão usual,  sobre política, religião, gênero e sexualidade nas salas de aula. Não podemos aceitar essa lei por considerarmos que é totalmente equivocada e mal intencionada, voltando ou deixando as mulheres a margem dos temas e mundo que continua sendo, se não dominado, majoritário dos homens ou no que concerne aos mesmos e a sociedade patriarcal”, comentou Maria Rosana.

Sem exemplo

Fátima Gomes, outra militante, lembrou e foi mais enfática ao lembrar uma grande contradição dos autores da Lei. “Ela vem de uma onda de homens conservadores em nível nacional, mas que preconizam mesmo questões do século retrasado até, e por quem não poderia falar sobre tais questões, como na Capital, que foi apresentada por um vereador pedófilo, que saiu e voltou nas mãos de outro vereador que usa a religião. Ela primeiro se referia ao ex-vereador Alceu Bueno, que renunciou ao mandato após envolvimento e condenação em um escândalo de exploração e corrupção de menores. E agora, a Paulo Siuf (PMDB), autor da Lei aprovada na semana passada.

Questão nacional

Outro tema abordado no evento é a crise política nacional centralizada no Congresso Nacional, em Brasília, em que os deputados federais estão definindo o rumo do Brasil, com o início na próxima semana do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Somos favoráveis à democracia e contra o impeachment”, afirmou Maria Rosana.

Fátima também destacou que as mulheres não podem aceitar os ataques machistas que a presidente Dilma tem recebido. “Esse encontro é justamente para pautar esses assuntos pertinentes às mulheres e organizar novos eventos”, contou, acrescentando que elas querem a criação de um comitê de mulheres na defesa da democracia.

Matéria: Lúcio Borges

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