Grupo da UEMS faz campanha de prevenção ao suicídio em Dourados

Foto Divulgação
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Setembro é identificado pela cor amarela, pois é o mês internacional de prevenção ao suicídio. Aproveitando a evidência do assunto, um grupo do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está realizando uma campanha, na unidade de Dourados, com panfletagens de informações sobre a prevenção ao suicídio e distribuição de fitas amarelas.

De acordo com a professora, Márcia Medeiros, a campanha na Universidade é necessária, pois um dos grupos que mais tem sofrido impacto no processo de suicídio são exatamente pessoas na faixa etária dos alunos do primeiro ano.

“Esclarecer este processo pode ajudar alguém que está passando por uma fase difícil da vida – sair de casa, perder os amigos e está sentindo um vazio – e fazer esta campanha pode fazer com que esta pessoa perceba que não está sozinha. Somado a isso também temos a necessidade de formar profissionais mais humanos independente da área de atuação”, disse.

O panfleto fala sobre “Suicídio e Tanatologia”, segundo a professora especialista na área, a Tanatologia é uma ciência que estuda sobre a morte, suas causas e fenômenos a ela relacionados.

“Estamos fazendo a campanha esperando que as pessoas tenham um pouco mais de consciência e que, principalmente, não teçam nenhum tipo de julgamento nem em relação a pessoa que se suicidou e em relação a família. Porque é um impacto muito profundo, é uma dor muito profunda que fica e há perguntas que você não vai conseguir responder em relação ao fato acontecido”, esclareceu.

Para a docente, aos poucos este problema vem ganhando visibilidade, pois assim como outros tipos de violência o suicídio também é uma forma de violência. “Se combatemos várias formas de violência, porque não combater está também? É um tabu ainda e precisa ser discutido da mesma forma como o processo de morte e morrer, que a nossa sociedade faz questão de esconder, mas precisamos trabalhar este contexto, porque as pessoas esquecem que uma boa morte é decorrência de uma boa vida”, ressalta.

O material distribuído pelo grupo enfatiza que o suicida não está escrito com neon na testa “eu sou suicida e quero me matar”. “Normalmente esta pessoa carrega dentro dela um dor tão profunda que faz com que ela rompa com o protocolo da própria natureza, que é o instinto de sobrevivência, então a dor que ela sente é tão profunda que supera até mesmo esta questão”, reflete a professora.

CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) fica disponível durante 24 horas por dia, 7 dias na semana, para ouvir quem precisa.  LIGUE 141 ou acesse: http://www.cvv.org.br/.

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