Grupo Capital assina ato de migração AM/FM e passará a contar com duas novas FMs em MS

Lúcio Borges

Carlos Eduardo e Soraia Dibo – diretores do Gr.Capital e Rosário Congro – Abert MS (Fotos: Elivelton Almeida)

O diretor-presidente do grupo Capital de Comunicação, Carlos Eduardo Longo de Faria, deu mais um passo para a expansão do sistema de comunicação do GCC no Estado, fazendo a assinatura e recebendo do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a outorga para migração de rádios AM para FM. A nova concessão atingirá a rádio Capital AM, em Campo Grande, e, Radio Laguna de Jardim, que passarão de ondas médias (AM) para a modular (FM). A oficialização da migração foi feita pelo governo federal, em evento que ocorreu nesta tarde de segunda-feira (24), na Capital, em oitavo mutirão de assinatura para 37 rádios dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O grupo modernizará as rádios AM passando para a modular, criando uma rede de FMs ‘Capital’.

A empresa que já possui a “Capital FM 95 e AM” em Campo Grande, Capital FM de Miranda – que está funcionando em caráter experimental-,  vai colocar em breve no ar, a Capital FM de Sidrolândia e Capital FM de Guia lopes da Laguna. Também fazem parte do grupo o site Página Brazil e a maior rede de painéis leds da região Centro Oeste. Hoje, a AM CG e a rádio Laguna de Jardim tiveram a documentação oficializada para a migração, entre as beneficiadas 24 emissoras do Estado e ainda 13 de Mato Grosso. “As AM estavam estagnadas, as empresas com dificuldades, mas agora se dá e termos a oportunidade de investir, de dar um novo rumo para continuar os trabalhos e ampliar o sistema, os serviços. Isto fará melhorar toda a área, seja interna com programação e qualidade de entretenimentos e serviços/informação, como da empresa com geração de postos de trabalho, e, no benefício ao mercado externo”, disse Carlos Eduardo.

Segundo o ministro, em cada mutirão promovido, são assinados os termos aditivos de adaptação das outorgas, um dos últimos passos do processo de mudança. Depois disso, as rádios devem apresentar um projeto técnico de instalação da FM à Secretaria de Radiodifusão e solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorização de uso da frequência. A partir da liberação, os veículos já podem começar a transmitir a programação na nova faixa.

O ministro ratificou que a mudança é uma reivindicação das emissoras AM de todo o país, que sofrem com a perda de qualidade do sinal, de audiência e de faturamento. “Ao migrar sua operação para a faixa FM, as rádios também poderão ser sintonizadas em dispositivos móveis, como tablets e smartphones, o que garante a continuidade e a modernização do serviço, equipamentos e maior alcance. A AM já cobre com muita qualidade e competência a vida de todo o País. Ao migrar não é somente um status, mas para se ampliar, dar mais área para trabalho e investir mais em qualidade. Vai ser proporcionado mais entretenimento, valorização do que já existe, para ampliar isto, mais posto de trabalho e renda, como já se sabia na teoria e o que já temos na pratica em todos os Estados que já fizemos se tornar realidade está migração”, disse Kassab.

Onde já ocorreu e o que foi concedido

O mutirão do ministério já foi promovido em Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, São Paulo e Paraíba. Das 1.781 rádios AM do país, quase 1.500 solicitaram a migração. Contudo, assessoria do Ministério aponta, que nesta primeira etapa, cerca de 960 emissoras poderão operar na faixa atual de FM, de 88 Mega-hertz (MHz) a 108 MHz. “Tem processo e mesmo tem que surgir mais espaço dentro do MHz, para as demais candidatas que terão que esperar a conclusão do processo de digitalização da TV, responsável por liberar espaço para todas as rádios que desejem fazer a mudança”.

Foto: Elivelton Almeida

O presidente da Associação de Radiodifusão de MS, Rosário Congro Neto, que  tem grupo de Comunicação em Três Lagoas, falou da emoção de ver a ação, lutada há anos, se tornando realidade para ‘salvar’ o sistema AM. “É extrema emoção, que há quatro anos foi deflagrado a tão sonhada migração da ondas medias (AM) para moduladas (FM), mas somente agora vemos a concretização e ato real. Com isto, já se vê ou teremos 600 empregos gerados, com previsão já feita para um primeiro momento, após luta de longos anos pela Abert (Associação brasileira de Radiodifusão e Televisão). Momento grandioso, porque empresários das AM passaram a ter a infeliz realidade de ser considerados obsoletos para o mercado e após com a FM, poderão se transformar, continuar trabalhando, concorrer, ampliar e voltar a grandiosidade desta área da radiodifusão”, discursou Congro.

Congro ainda lembrou do que foi feito pelo Ministério, governo estadual e pelos próprios radiodifusores. “Somos gratos e agradecido ao Ministério pelas providencias que tem tomado e tem feito com agilidade e desburocratização. Ao governo do Estado que nos recebeu, viu toda nossa necessidade, que é de bem para o Estado também, lutando conosco, retirando burocracias e ainda concedendo beneficio especifico que será de grande valia para o setor. E na luta de frente, agradecemos aos radiodifusores que soam energias para estar trabalhando e mais agora para continuar e avançar ao futuro do mercado e trabalho no e pelo Brasil”, disse o presidente da ARMS.

O secretário de Estado, Jaime Verruck, que representou o governador Reinaldo Azambuja, mencionou a importância da área e o que a administração buscou e pode fazer. “Coube ao Estado a desburocratizar, fazer um processo simplificado em MS. Como ainda, em termos reais no campo financeiro, buscamos, sugerimos e lutamos para que fosse feito financiamentos pelo FCO (Fundo Centro Oeste), que passou a acontecer. E ainda, por nossas mãos, o ICMS não será pago em MS para equipamentos que são obrigatórios a vir de fora e já pagam por isso. Enfim, o governo foi acionado pela Abert e só assim podemos fazer as coisas acontecer”, mencionou.

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