Greve dos Bancários chega ao fim após 31 dias de paralisação

Greve completou 21 dias nesta segunda-feira; nova reunião para definir empasse acontece nesta terça-feira (Foto: Divulgação)
Greve completou 31 dias nesta quinta-feira (Foto: Divulgação)

A paralisação dos bancários que completava 31 dias teve fim na noite desta quinta-feira (6). Os trabalhadores dos bancos privados também do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de Campo Grande aprovaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Os bancários retornam ao trabalho normalmente já nesta sexta-feira (7). Além da capital, os outros 28 municípios de Mato Grosso do Sul que fazem parte do mesmo sindicato, também devem voltar ao expediente.

Com a decisão, tomada no início da noite desta quinta-feira (6), os bancários retornam ao trabalho já nesta sexta-feira (7). Além de Campo Grande, a greve deve acabar em outros 28 municípios da região e que integram o sindicato local.

O Comando Nacional dos Bancários está orientando a categoria a aprovar a nova proposta feita ontem (5), pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nas assembleias que vão ocorrer às 17h.

Após mais de um mês de muitas reuniões para negociação e propostas negadas pelo Comando Nacional de Greve, a Fenaban manifestou a proposta de 8% de reajuste, longe dos 14,78% que os bancários pediam. Mas além do reajuste foi oferecido abono salarial de R$ 3,5 mil, reajuste de 15% no vale-alimentação, aumento de 10% no vale-refeição e auxílio-creche ainda para este ano.

O compromisso firmado na quinta-feira prevê reposição integral da inflação Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), adicionado de 1% de aumento real.

Também foram feitas propostas relativas às condições de trabalho, como proteção dos funcionários no caso de reestruturação do quadro de empregados, ampliação de ausências legais e o compromisso de ampliação da inclusão de mulheres nas funções gerenciais.

Dias parados não serão descontados

A Fenaban impôs uma condição à proposta aceita pelos grevistas. De que os dias parados não serão descontados desde que a categoria finalizasse a greve nas assembleias de ontem.

Para o presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto von der Osten, “os bancários saem vitoriosos de uma das campanhas mais difíceis dos últimos anos, impactada pela conjuntura política e econômica do país”, salientou ele, por meio de nota divulgada ontem. Informou que, inicialmente, a Fenaban havia oferecido reajuste de 6,5% nos salários.

O líder dos bancários considerou ainda um avanço fechar questão sobre o acordo coletivo de 2017 com a garantia da reposição inflacionária e de aumento real, além dos reajustes dos benefícios com alimentação e auxílio creche/babá. “Garantimos a extensão dos direitos e valores para todos os bancos públicos, diferente dos anos 90, mas uma vitória inédita foi a garantia do não desconto e da não compensação dos dias da greve, um instrumento medieval de punição dos grevistas”, completou.

 

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