Governo vê aumento do emprego como reflexo da confiança dos empresários

“O equilíbrio das contas, cumprimento de todas as obrigações fiscais, financeiras e orçamentárias assegurados pelo governo, além do programa de incentivos criaram um ambiente de confiança e dão segurança aos investidores. Não há dúvida que esses fatores estão contribuindo para aumentar os índices de emprego no Estado”. Assim o governador Reinaldo Azambuja  (PSDB) analisou o recorde na geração de empregos obtido pelo Estado este ano, em contraponto ao cenário de retração da economia que desencadeia o desemprego no resto do país.

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) (Foto: Chico Ribeiro )

No ano, de acordo com o Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) divulgado no dia 24 de novembro pelo Ministério do Trabalho, o saldo acumulado mostra que o Estado teve recuperação na criação de vagas de trabalho com carteira assinada. De janeiro a outubro, foram geradas 7.976 vagas, enquanto no mesmo período de 2015, o número era negativo, com perda de 2.667 postos de trabalho.

Para o governador, os indicadores atestam a confiança na política fiscal e nas ações do Governo do Estado, que aposta na força das atividades econômicas e se coloca como parceiro compromissado com a indução do desenvolvimento.

De acordo com o levantamento, no mês de outubro foram admitidas 17.653 pessoas e demitidas 16.643, num período em que o noticiário estampava casos de calamidade financeira em vários estados.

“O equilíbrio fiscal cria um ambiente de confiança em relação aos investidores, estimula a produção.

Nenhum empresário vai investir em estado em dificuldades. Mato Grosso do Sul tem uma forte produção agropecuária muito bem monitorada e certificada pela defesa sanitária, com livre acesso aos grandes mercados. Nosso desafio agora é melhorar a logística de transporte, para que nossos produtos sejam cada vez mais competitivos”, disse o governador.

Reinaldo Azambuja ressalta que o governo busca fortalecer o círculo virtuoso da economia, pois o crescimento das atividades produtivas se reflete na arrecadação e geração de renda. Ele lembra que Mato Grosso do Sul está em uma zona de conforto, ao lado de outros seis estados, porque não tem nenhuma restrição fiscal junto à União, está com as contas em dia, pode assinar convênios e receber recursos federais sem problema nenhum e está com sua margem de endividamento plena.

“Graças ao equilíbrio das contas, a adimplência com a Secretaria do Tesouro Nacional não só estabelece um ambiente de confiança para a iniciativa privada, mas também cria condições para o poder público buscar recursos externos. Além disso, apostamos e temos absoluta certeza de que em Mato Grosso do Sul a relação do poder público com a iniciativa privada se assenta no propósito de buscar a retomada do crescimento”.

Números positivos

De acordo com o Caged, Mato Grosso do Sul teve saldo positivo na geração de empregos formais em outubro com a criação de 1.010 postos de trabalho, melhor resultado para o mês dos últimos três anos. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul já tinha conquistado a segunda posição e apostava na liderança do ranking de geração de empregos por conta da política de atração de investimentos, desburocratização e ações concretas do governo no equilíbrio fiscal, garantindo assim a confiança dos empresários.

Verruck aponta também a distribuição de vagas nos diversos setores da economia em função das políticas públicas e vê perspectiva dos números aumentarem na construção civil, com o lançamento do programa habitacional e o pacote de obras de infraestrutura que prevê a construção de pontes de concreto em 25 cidades.

A indústria de transformação e comércio foram os setores que tiveram os melhores resultados, com geração de 458 e 450 vagas, respectivamente. Também tiveram mais contratações que demissões os setores de serviços (232) e construção civil (32).

Agropecuária, que apresentou o melhor resultado em setembro, fechou 127 vagas em outubro. Porém, setor é o que tem maior saldo no ano, com 4.220 empregos gerados de janeiro a outubro. Serviços industriais de utilidade pública (-22), extrativa mineral (-11) e administração pública (-2) também registraram variação negativa.

Entre os municípios do Estado com mais de 30 habitantes, Três Lagoas foi o que mais contratou, com 420 novos postos de trabalho, seguido de Campo Grande (200), Dourados (126), Maracaju (61), Ponta Porã (34), Sidrolândia (28), Corumbá (26),

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