Governo retira projeto polêmico para impedir greve de professores

Durante a sessão na Assembleia Legislativa desta quinta-feira (14), o deputado Onevan de Matos (PSDB), informou que por conta da paralisação de servidores, que deixou 75% dos 270 mil, alunos sem aula, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul solicitou retirada de projeto de lei que modificava critérios para eleição de diretores em escolas estaduais. A decisão foi bastante aplaudida pelos manifestantes.

Manifestantes lotam Plenário da Assembleia Legislativa  Foto Roberto Higa
Manifestantes lotam Plenário da Assembleia Legislativa Foto Roberto Higa

O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) destacou que o destino da proposta terminou em “modesto funeral”, uma vez que impedia que administrativos pudessem assumir cargo na direção de escolas, além de restringir voto da comunidade escolar de surdos e indígenas.

Pedro Kemp (PT) destacou que a proposta acabava com a eleição direta para escolher os diretores das escolas integrais, indígenas e do Ceada (Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação). O petista também defende a redução na idade dos estudantes aptos a votar, de 14 para 12 anos.

Os professores da rede estadual de ensino, ainda nesta quinta-feira, votarão indicativo de greve que, se aprovada, terá início dia 21 (quinta-feira da semana que vem). A greve está relacionada ao reajuste salarial. A categoria alega que, para cumprimento da Lei Estadual, falta conceder reajuste de 10,98% que ficou pendente.

A reposição das aulas perdidas nesta quinta-feira serão feitas no próximo sábado (16) nas escolas da rede estadual.

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