"Governo federal tem deixado MS sozinho na segurança da fronteira", lamenta governador

Segurança nas cidades e na fronteira – Azambuja anunciou que “incluindo os remanescentes dos concursos, até o final do ano MS terá mais de 1.600 novos policiais militares com estrutura, com armamento, com equipamento e com novas viaturas no municípios”, mas lamentou que o governo federal tem se omitido no tocante à fronteira com o Paraguai e a Bolívia: “em qualquer país do mundo, é responsabilidade do governo federal. Infelizmente nós temos ficado sozinhos na segurança da fronteira. Polícia Militar, DOF (Departamento de Operação de Fronteira), a Polícia Militar Rodoviária, Polícia Militar e Polícia Civil têm feito as maiores apreensões da fronteira, nós praticamente triplicamos às apreensões em relação a 2014, mas eu disse ao ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, que nós precisamos da ajuda do governo federal no policiamento da extensa fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia”.

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Foto Marcio Nory

Reinaldo citou ainda durante entrevista para o programa Tribuna Livre.da Capital FM, que quando assumiu o governo existiam 600 viaturas “no toco”, em péssimas condições, mas que já foi feito um trabalho de recuperação. “Nós já recuperamos 280 viaturas, já que para estes novos policiais que estão chegando, precisamos dar as condições adequadas de trabalho”.

Ainda na área de segurança, o governador ressaltou que a licitação para aluguel de viaturas está em andamento e espera que em breve as forças de segurança já possam contar com estes veículos, principalmente aqueles que atuam no trabalho ostensivo, feito 24 horas por dia.

DNA

O governador culpou a gestão passada pela falta de reagentes utilizados nos exames de DNA, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o tucano, a antiga administração anulou os empenhos para o pagamento da empresa que entregava o produto no Estado, o que gerou este transtorno nestes primeiros meses do ano.

Reinaldo explicou que o governo entrou em contato com a empresa para o pagamento deste cinco primeiros meses, mas que esta não aceitou porque queria o ressarcimento dos valores anteriores. “Eles acabaram embargando a entrega (reagentes), pois dissemos que sobre o ano passado iríamos ver depois, porém o Sílvio (Maluf) já está acertando com eles e a entrega deve ocorrer nos próximos dias”, ressaltou.

A falta de reagentes para exames de DNA gerou problemas na elucidação de casos, em inquéritos sobre estupros e outros crimes, o que resultou inclusive na liberação de suspeitos, porque não havia a prova definitiva de DNA

“Obra Inacabada Zero” – Ainda durante a entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital e ao portal Página Brazil, o governador de Mato Grosso do Sul defendeu: “a política de meu governo é a de concluir todas as obras do governo anterior, ao contrário do que é comum com outros governantes”.Azambuja (PSDB), anunciou prazos para a conclusão do que chamou de programa “Obra Inacabada Zero”. “Oitenta por cento neste ano de 2015 e os demais vinte por cento em 2016”, garantiu. Segundo Azambuja, “serão concluídas mais de 190 obras inacabadas”, citando a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Aquário do Pantanal, sobre o qual foi irônico:

“No meu governo, eu não teria feito esse aquário, acredito que há coisas mais importantes para fazer, mas como resolveram gastar dinheiro público com isso, agora tenho que terminar”. Azambuja ainda citou o fato de o ex-governador André Puccinelli (PMDB) ter comprado peixes no mês de dezembro, longe do término das obras do aquário.

“Fila da vergonha na saúde” – Falando do projeto Caravana da Saúde, que o governo do estado tem realizado pelo Interior do Estado, Azambuja disse que “o objetivo da caravana é zerar essa fila da vergonha na saúde do estado, que no ritmo normal de atendimentos, levaria 3 anos para ser zerada, resolvendo o problema de pessoas que há tantos anos esperam um atendimento digno em Mato Grosso do Sul”. O governador citou ainda “o projeto de construção do hospital regional de Três Lagoas, que deve abrir 194 leitos na terceira maior cidade do estado”.

Depois de falar que Campo Grande será uma das próximas etapas da caravana, e que a capital receberá a maior estrutura do programa, Azambuja relacionou alguns investimentos na saúde na capital: “fechamos um acordo com o Hospital do Câncer para iniciar nesta quarta-feira (17), as obras da construção de três andares da unidade médica; vamos acabar com esse imbróglio do Hospital do Trauma e ainda abrir mais 10 UTIs no Hospital Regional”, anunciou.

Silvio Ferreira

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