Governo faz reunião para retomar carga horária de 8 horas; sindicato é contra

O Governo de Mato Grosso do Sul, reuniu-se nesta segunda-feira (11) com representantes de sete sindicatos para discutir o retorno da jornada diária para oito horas – 40 horas semanais. Atualmente, cerca de 16 mil servidores (32% do funcionalismo) trabalham 6 horas por dia.

Hashioka (à esquerda), ao lado do adjunto Édio Viegas, afirma que medidas são resultado do aumento de gastos com pessoal

“ O Governo do Estado tem a missão de estar entregando o serviço à população, e se nós não contarmos com os nossos servidores que no passado cumpriam 40 horas […] A demanda exigiria novas contratações. Nós estamos acima do limite prudencial, não se permite novas contratações, então nós temos que trabalhar com quem hoje recebe para cumprir por 40 horas” disse Roberto Hashioka, secretário estadual de administração.

“Nossa previsão é que no dia 15 de abril já esteja valendo. Existe uma predisposição para ser nessa data, mas estamos ouvindo as ponderações dos sindicatos ao longo das reuniões e vamos levar isso para a governança para ver se eventualmente poderia ser adiado”, informou Hashioka.

Em 2004, um decreto reduziu a jornada diária de oito para seis horas. O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos da Administração do Estado (SINDSAD), é contra a retomada da carga horária de 8 horas por dia.

“Aqui no parque não tem ônibus, e ainda que tivesse ônibus, ele não consegue em duas horas ir almoçar e voltar”, disse a presidente do sindicato, Lilian Fernandes.

O governo também apresentou aos sindicatos a minuta do projeto que cria um plano de demissão voluntária.

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