Governo culpa empresa por morte de peixes do Aquário e rescinde contrato

O Governo do Estado informou por meio de nota a imprensa nesta segunda-feira (29) que irá rescindir o contrato de R$ 5,2 milhões com a empresa Anambi Análise Ambiental, que foi escolhida pelo governo estadual (ainda na gestão de André Puccinelli, PMDB), em junho do ano passado, para cuidar da manutenção dos peixes.

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A medida acontece depois da constatação da morte de cerca de 2,5 mil peixes nos reservatórios da Polícia Militar Ambiental (PMA), em Campo Grande, onde ficariam por período temporário, até que o Aquário do Pantanal ficasse pronto.

O governo atribui a morte dos animais à incapacidade técnica da empresa, mas não especificou qual foi a causa da morte. “As recomendações apontadas nas avaliações técnicas, previstas no edital, não foram totalmente atendidas”.

Na nota, o governo também informa que a conclusão do Aquário, prevista para novembro deste ano, já não tem prazo para ser concluída. “Não há data precisa para a transferência dos peixes da quarentena para o referido centro”.

Ainda segundo o governo não será escolhida outra empresa e a manutenção dos peixes ficará a cargo do próprio governo, pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) “para contenção de gastos”.

Para evitar a morte de mais peixes e mais desperdício de dinheiro público, o governo sinalizou que os animais continuem nos tanques da quarentena até a conclusão do Aquário.

O governador Reinaldo Azambuja já sinalizou que, em caso de culpa da empresa pela morte dos peixes, iria pedir o ressarcimento.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

Nota à imprensa – Aquário do Pantanal

A avaliação técnico-científica dos consultores pesquisadores doutores, especialistas na área do projeto, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta) e da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)- campus Jaboticabal, entregue na última quinta-feira (25), indicou que as recomendações apontadas nas avaliações técnicas, previstas no edital, não foram totalmente atendidas.

A mudança dos peixes para outro local deve ser muito bem avaliada, uma vez que encontram-se em fase de adaptação, tendo saído do ambiente natural para um quarentenário, passando por um estresse de captura de transporte e manejo e, algumas espécies já estão  adaptadas.

Por este motivo, a orientação é que os peixes existentes sejam mantidos nos tanques da quarentena do Aquário até a conclusão do Centro de Pesquisa ou entregues à instituições de ensino e pesquisa.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) assumirá a manutenção dos peixes até que a obra seja concluída para a contenção dos gastos públicos.

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