Governo adota novos critérios para identificar zika em bebês

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (18) que vai passar a levar em conta critérios como perda de visão, audição, comprometimento e deficiência de membros para avaliar se uma criança tem danos de desenvolvimento provocados pelo vírus da zika. Até agora, o principal critério levado em consideração era o perímetro da cabeça dos bebês.

A nova medida foi tomada com base em evidências científicas de que mesmo crianças com tamanho de cabeça dentro dos parâmetros considerados “normais” podem apresentar consequências do vírus. Desde a descoberta da microcefalia, cientistas apontaram outras doenças relacionadas à infecção e isso levou à Organização Munidal da Saúde (OMS) a determinar a síndrome congênita do zika.

Segundo a pasta, o objetivo é garantir cuidado a todas as crianças, inclusive as que apresentaram alterações tardias. A mudança de critério afeta as regras para notificação, investigação e classificação final de casos suspeitos da doença.

O governo também passa a recomendar uma segundo ultrassom no sétimo mês de gravidez. Hoje, o exame já é realizado no primeiro mês de gestação. O objetivo é identificar possíveis malformações na etapa final da gestação, atendendo a orientações da OMS.

As novas regras serão divulgadas para profissionais de saúde, cuidadores e familiares de pacientes. Além das mudanças das normas sobre o vírus da zika, as novas diretrizes vêm com passos para que qualquer profissional da Atenção Básica também possa tratar crianças com alterações no desenvolvimento. Também há um guia sobre como cuidar de bebês recém-nascidos e estimulá-los (com massagens e estratégias para estimular a amamentação, por exemplo).

Sobre a síndrome

A síndrome congênita do zika, reconhecida pela OMS, é um conjunto de malformações e problemas apresentados por bebês que tiveram mães infectadas pelo vírus da zika durante a gestação. A microcefalia é só uma das consequências. As crianças também podem ter o sistema nervoso central afetado, apresentando epilepsia, deficiências auditivas e visuais, prejuízo no desenvolvimento psicomotor, bem como efeitos negativos sobre ossos e articulações. (G1)

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