Governador vai a Brasília amanhã em busca de incremento da receita

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), deve ir a Brasília na terça-feira (22), para participar de reunião entre os chefes dos executivos com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em busca de alternativas visando incrementar a receita do Estado.

Reinaldo e governadores em reunião recente com Temer (Foto: G1)
Reinaldo e governadores em reunião recente com Temer (Foto: G1)

O governo federal deve anunciar nesta semana medidas para ajudar a conter a crise financeira nos estados. Sem recursos para fazer investimentos e, em alguns casos, até mesmo para pagar salário de servidores, governadores, inclusive Reinaldo Azambuja, vêm pressionando o presidente Michel Temer (PMDB-SP) por alternativas que ajudem a elevar a arrecadação e a reequilibrar suas contas.

Em contrapartida, os chefes devem fazer o dever de casa, adotando cortes nos gastos públicos, como vem ocorrendo em Mato Grosso do Sul, onde o líder tucano assumiu o Estado com dívidas de monta, aumento do duodécimo dos poderes pelo seu antecessor, André Puccinelli (PMDB), e várias obras inacabadas, como o emblemático Aquário do Pantanal, que está dando enorme prejuízo ao Erário.

Em reunião na última sexta-feira com o secretariado, Reinaldo Azambuja fez um breve relato sobre ações do governo, planejamento e prioridades para 2017. Ele explicou que com a previsão de mais dois anos de retração econômica, é necessário que o Estado faça o enxugamento da máquina, seja físico ou de gestão, como por exemplo, a redução de valores de contratos.

Ele também destacou os investimentos que estão sendo realizados nas áreas de Segurança, Saúde e infraestrutura e considerou que, mesmo num ano difícil para a economia e para o cenário político brasileiro, Mato Grosso do Sul atravessou bem a turbulência de 2016.

EXPECTATIVA

De acordo com o G1, a expectativa é que, após o encontro entre os governadores com Meirelles, sejam anunciadas medidas que vão permitir aos estados conseguir recursos extras. Nos últimos meses, representantes do governo já falaram sobre algumas das possibilidades em estudo.

Durante viagem a Nova York na semana passada, Meirelles disse que a crise econômica, que provocou “queda forte da arrecadação” com impostos, “agudizou” a situação financeira dos estados. Entretanto, ele apontou que, além da redução nas receitas, “evidentemente que houve aumento de despesas dos estados”, o que também contribuiu para a deterioração das contas públicas.

O ministro disse que a prioridade é fazer a economia brasileira voltar a crescer e que, na tentativa de ajuda aos estados, não podem ser adotadas soluções que comprometam o ajuste fiscal que o governo Temer pretende implementar. Entretanto, ele também avaliou que os estados devem continuar ajustando suas contas, fazendo o que ele classificou como o “dever de casa”.

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