Governador questiona PF e diz que seu dinheiro vem do trabalho

Durante entrevista ao programa Capital Meio-Dia da Capital 95, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) lamentou vazamento seletivo da operação Vostok, e afirmou vai denunciar a situação a órgão de controle do Ministério Público, ao informar que que respondeu a 34 perguntas na Polícia Federal e que não tem movimentação financeira suspeita.

“Só no dia da operação que tive oportunidade de falar [em depoimento a Polícia Federal]. Foram 34 perguntas e respondi todas. Perguntaram se tinha recebimento de propina. Eu disse que não. Perguntaram porque a doação oficial, expliquei os detalhes da doação oficial ao partido, ao PSDB. Expliquei os termos de acordo que nós mudamos para 1.199 empresas. Nada a esconder. Respondi 34 perguntas e não ficou nenhuma dúvida, porque não tem dúvida. Eu tenho obrigação de prestar contas a população do meu estado e estou fazendo”.

“Depois de um ano e quatro meses da delação, tive oportunidade de falar. Depois dos estardalhaço e questão midiática. Esclareci ponto a ponto, apresentei toda a documentação que tira a dúvida do Coaf. Nunca teve movimentação financeira suspeita na minha conta. Tudo que tem de entrada e saída são recursos lícitos da nossa atividade agropecuária. A verdade vai prevalecer ao denuncismo desenfreado”, afirmou.

Segundo Reinaldo, o mandado de busca e apreensão, cumprido pela operação Vostok na última quarta-feira (dia 12) em seu apartamento e escritório, não apreendeu nada “significativo”, recolheu documentos e a maior parte já foi devolvida.

A defesa do governador vai acionar o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) sobre vazamento seletivo da operação.

“Nosso advogado vai acionar para que possa pedir apuração rigorosa. Do por quê do vazamento. Adversários políticos postavam dois dias antes da operação, isso merece esclarecimento. O por quê dessa operação midiática a 20 dias das eleições”, finazlizou.

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