Governador faz balanço do primeiro ano de mandato e traça metas de MS para 2016

Em entrevista exclusiva ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), fez um balanço sobre o primeiro ano do governo em um cenário de grave crise econômica, financeira e política enfrentada pelo país.

Sérgio Cruz e o governador Reinaldo Azambuja, durante primeira entrevista exclusiva do ano ao programa Tribuna Livre, da Capital FM – Foto: Silvio Ferreira

A busca do equilíbrio – Para Azambuja, “O primeiro ano, de 2015, foi o ano de buscar o equilíbrio, gastar menos com o governo. Por isso, diminuímos secretarias, diminuímos cargos, diminuímos contratos, revisamos todos os contratos e os gastos governamentais [para] gastar menos com o governo [para] gastar mais com as pessoas: caravana da saúde; investimento em segurança pública; poder pagar o melhor salário dos professores do país; criar programas sociais como o Rede Solidária que atende a demanda de pessoas em vulnerabilidade e fazer com que o equilíbrio financeiro que nós conseguimos, pudesse cumprir os compromissos do governo. salário em dia, [pagamento de] fornecedores em dia; concluir 80% das obras inacabadas que herdamos dos governos anteriores – eram mais de 192 obras -, nós concluímos 80%, entregamos à população e pagamos essas obras”, avaliou.

Perspectivas para 2016 – De acordo com governador o ano que começa será de “enormes desafios”. “A crise nacional continua, extrema dificuldade, o governo federal diminuindo recursos de áreas prioritárias e isso acaba impactando os governos estaduais, mas nós temos um planejamento para 2016: continuar com os programas prioritários; caravana da saúde, regionalização e estrutura da saúde; conclusão do Hospital do Trauma e do Hospital do Câncer; ampliação dos investimentos nessas áreas prioritárias. E manter, lógico, o equilíbrio das finanças públicas”.

Azambuja considerou que o contexto de crise, exigiu até mesmo medidas impopulares, mas que teriam sido indispensáveis para manter o equilíbrio das finanças de MS: “Foi necessário no ano de 2015 um ajuste fiscal, com aumento de algumas tarifas e tributos, para poder manter a regularidade dos pagamentos no ano de 2016. Então o grande desafio é a continuidade do planejamento que nós fizemos para quatro anos – você não planeja um governo para um ano só – nós temos um planejamento para 2015, 2016, 2017 e 2018.”

O governador explicou que, seguindo esse planejamento, outras metas serão perseguidas: “a refinanciamento da dívida do Estado, a organização das nossas estruturas de governo para poder ofertar melhores serviços à população -, eu não tenho dúvida que nós vamos suplantar às dificuldades, ter um ano de crescimento em Mato Grosso do Sul, mesmo com a extrema dificuldade pela qual passam hoje, as finanças públicas nacionais, o governo federal e também os governos estaduais”, prevê Azambuja.

Silvio Ferreira

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