Governador chora ao se defender de acusações “a verdade vai prevalecer a mentira”

Jefferson Parreira

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) se emocionou ao falar, oficialmente, na tarde desta segunda-feira (22), sobre o caso que envolve seu nome no escândalo nacional revelado na última quarta-feira, pelos donos da JBS. O chefe do executivo estadual, ao lado da vice-governadora Rose Modesto, desmentiu todas as acusações que partiram de Wesley Batista, um dos proprietários da JBS, que revelou um suposto esquema de pagamentos ilícitos aos três últimos governos do Estado, em troca da redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). De acordo com o delator, o governador teria recebido R$ 10 milhões em espécie e por meio de notas frias.

Para Azambuja, existem inúmeras contradições nas denúncias feitas à PRG (Procuradoria Geral da República), pelos Delatores. “É uma piada completa, vamos provar que isso não existe”, disse.

O governador, que neste ano faz 20 anos de vida pública, salientou, ainda, que todas as doações feitas por empresas para sua campanha de 2014, que giram em torno de R$ 25 milhões, estão na prestação de contas. “Mato Grosso do Sul vai prestar todos os esclarecimentos. Não temos nada a esconder”, afirmou.

O governador destacou ainda que a versão dos delatores não pode ser tida como verdade absoluta. “O lado que aparece hoje é só o lado do delator, parece que o lado do delator é a verdade”, criticou.

Reinaldo admitiu que teve vários encontros com diretores da JBS, inclusive Joesley Batista, um dos donos e delator na Lava Jato. Mas, garantiu que a relação dele com a diretoria do grupo é institucional. “A gente discutir investimentos para o Estado”.

O governador também disse que como pessoa física tem relação comercial com a JBS e que todas as vendas de gado feitas por ele ao grupo são comprovadas por meio das notas fiscais e as GTAs (Guias de Trânsito Animal). Toda a documentação será mostrada à Justiça, assim como farão os outros pecuaristas, alguns deles que têm ou já tiveram cargos no governo, que supostamente emitiram notas para “lavar” o dinheiro da propina que a empresa diz ser destinada a Reinaldo.

Opinando que os empresários do grupo JBS são “bandidos delatores”, com a voz embargada defendeu toda a sua família e seus bens adquiridos “de forma honesta”, ao longo dos anos.

“A verdade vai prevalecer a mentira”, finalizou.

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