Governador amplia serviços em 4 hospitais da Capital para desafogar Santa Casa

Para socorrer o estado crítico na saúde em Campo Grande, com leitos lotados nos principais hospitais do município, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou, na tarde desta quinta-feira, novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e R$ 4 milhões em investimentos para aliviar a tensão sobre a Santa Casa.

Reinaldo Azambuja anunciou medidas para amenizar caos na saúde  Foto Chico Ribeiro
Reinaldo Azambuja anunciou medidas para amenizar caos na saúde Foto Chico Ribeiro

As ações visam ampliar o atendimento feito pelos hospitais São Julião, do Câncer, Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian e Maternidade Cândido Mariano. “No Hospital Regional já na semana que vem 10 leitos de UTI vão entrar em funcionamento”, revelou Reinaldo. Além disso, o governador autorizou a convocação de 223 novos funcionários, como médicos e enfermeiros, para ampliar os serviços prestados pelo HRMS.

O HR, que é administrado pelo Estado, também vai passar a realizar cirurgias de vídeo e ampliar outras nas áreas de neuro.

O Hospital do Câncer Alfredo Abrão receberá R$ 1,2 milhão para ativar 15 novos leitos de UTI. Segundo o governador, a unidade hospitalar só vai aguardar a conclusão da licitação para ativar os novos equipamentos.

A Maternidade Cândido Mariano vai ativar 10 novos leitos da UTI Neonatal. A instituição receberá R$ 65 mil para locar equipamentos até a compra dos novos. Reinaldo revelou também que o governo vai repassar mensalmente R$ 500 mil. “Para dar suporte na contratação de alguns profissionais. Existe a possibilidade de mais 10 leitos, porque há uma demanda crescente de UTI Neo-Natal”, pontuou.

O Hospital São Julião terá R$ 377,9 mil para ativar 22 novos leitos hospitalares. O estabelecimento receberá outros R$ 600 para melhorias na estruturação do local e aquisição de alguns equipamentos médicos

O Governo estuda convênio com Hospital do Pênfigo, que poderá realizar cirurgias ortopédicas de alta complexidade, o que ajudaria a desafogar a demanda do setor, comum em todo Mato Grosso do Sul.

CRISE

Os médicos da rede municipal de saúde estão em greve há 14 dias seguido e dos 1,2 mil profissionais, apenas 30% deles estavam atuando em regime de plantão. No início da paralisação, que foi considerada ilegal pela Justiça que ainda fixou multa diária de R$ 30 mil para a categoria, 30% do efetivo era mantido.

Em várias unidades de saúde, principalmente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), o cenário é de lotação diária desde o início da paralisação.

Além da greve dos médicos, a situação na saúde foi agravada com a superlotação da Santa Casa. Os 97 leitos da UTI do hospital estão ocupados e até salas do centro cirúrgico estão sendo usadas como UTIs.

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