Giroto tem porta da casa arrombada e diz que operação da PF é “puro circo”

Visitada na manhã desta quinta-feira pela PF (Polícia Federal), que realiza a operação “Lama Asfáltica”, a casa do ex-secretário estadual de Obras e atual assessor especial do Ministério dos Transportes Edson Giroto informou que os agentes levaram um computador da esposa dele e que não permitiram que o funcionário acompanhasse a apreensão. O assessor especial disse ainda que a investigação não é contra ele, e sim contra empresas e se colocou à disposição para dar mais esclarecimentos à polícia.

Foto: Rachid Waqued
Foto: Rachid Waqued

“É pura exposição Não tem mandado de prisão, nem nada. Só para ver se tinha documentos para esclarecer as investigações sobre a Proteco e sonegação fiscal. Não deixaram nem o menino que estava lá abrir a porta, entraram arrombando a porta. Não acharam nada, isso é circo puro”, reclamou.

Giroto que estar em Brasília com a esposa e a filha, pediu ao seu advogado para acompanhar a ação da Polícia na sua casa.

OPERAÇÃO

Foram dois anos de investigações. Uma ação conjunta da Receita Federal, PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). A Justiça expediu 19 mandados de busca e apreensão em todo o estado. A operação tenta desarticular uma organização suspeita de desviar recursos públicos, inclusive federais fraudando licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras.

O primeiro lugar onde a PF esteve foi no escritório da empresa Proteco Construções Ltda., uma das investigadas. Do local foram levados documentos. Os policiais também foram à casa do empresário João Amorim, dono da Proteco, que está sob suspeita de ter sido beneficiada pelo esquema de fraude de licitação e superfaturamento.

Depois os policiais esteviveram na Secretaria de Estado de Habitação e Infraestrutura-geral (Seinfra) e os funcionários não puderam entrar no prédio. Agentes da PF e técnicos da Receita Federal cumpriram mandado de busca e apreensão de documentos.

O atual secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Ridel, foi até a Seinfra. Ele conversou com os delegados federais e explicou que os contratos foram assinados na gestão passada, do então governador André Pucinelli (PMDB), e que eles ainda não sabem quais os contratos estão sob suspeita.

O grupo é acusado de cometer sete crimes: sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes em licitação.

O nome da operação, realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, faz referência ao insumo usado nas obras identificadas, como pavimentação e ações de tapa-buracos.

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