Giroto diz que investigação do MPE é “política”

Apontado como chefe do suposto esquema de desvio de recursos públicos na Secretaria Estadual de Obras, junto com o empresário João Alberto Krampe Amorim, o ex-deputado federal Edson Giroto afirmou ao chegar para prestar depoimento à Força Tarefa do MPE (Ministério Público Estadual), que é vítima de uma investigação com “cunho político”.

Edson Giroto chegou para depor no MPE Foto Paulo Francis
Edson Giroto chegou para depor no MPE Foto Paulo Francis

Ele acusou o órgão de tê-lo preso na semana passada por razões políticas. Ao ser questionado sobre os argumentos que ele usará para tentar provar inocência a resposta foi curta “serão políticos, estou tranquilo”, disse “A investigação corre em segredo de Justiça e, por isso, não posso dizer mais nada sem a presença do advogado”, emendou.

Giroto teve a prisão temporária decretada pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, na terça-feira passada pela denúncia de desvio de R$ 2,9 milhões pela recuperação da MS-228, a Estrada Parque.

No sábado, ele teve outra prisão temporária decretada, desta vez pelo suposto desvio de R$ 2,6 milhões na recuperação da MS-171, em Aquidauana. Ele só deixou a cadeia no Garras (Delegacia de Repressão a Assalto de Banco, Sequestro e Roubo) após liminar do desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, no sábado à noite.

O advogado de Giroto, Valeriano Fontoura classifica que acusão a seu cliente e formada por ‘provas fracas’ obtidas a partir de auditoria realizada pelo Governo do Estado.

Fontoura disse ainda que não pode dar mais detalhes sobre o que está sendo dito por Giroto nos depoimentos, pois o processo corre em sigilo, mas voltou a afirmar que considera as prisões do investigado desnecessárias. “Acredito que não tinha necessidade de chegar onde chegou, prendendo, meu cliente que está à disposição da Justiça. Não existem provas de nada, até o momento só há suposições e é isso que ou defender”, finalizou o advogado.

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