Gilmar Mendes solta mais dois presos da Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu liberdade a mais dois presos da Operação Pão Nosso, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que apura fraudes no sistema penitenciário.

A operação, ocorrida em abril, investigou desvios de recursos públicos na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral. Os presos soltos por Gilmar Mendes foram para a cadeia por determinação do juiz federal Marcelo Bretas.

Gilmar Mendes, ministro do STF: mais dois presos da Lava Jato colocados em liberdade (Foto: Internet)

Com a decisão do ministro, serão libertados o doleiro Sérgio Roberto Pinto da Silva e o ex-diretor da Seap Cesar Rubens Monteiro de Carvalho. Em troca da concessão de liberdade, os acusados deverão cumprir medidas cautelares, como proibição de manter contato com outros investigados, deixar o país em autorização e deverá entregar o passaporte em 48 horas.

Com as decisões de duas solturas, já são 14 presos pelo juiz Bretas liberados por Gilmar Mendes em menos de duas semanas.

De acordo com as investigações, as irregularidades foram iniciadas no Projeto Pão-Escola, cujo objetivo era a ressocialização dos presos, e envolveram empresas que teriam repassado propina ao ex-governador.

No mês passado, com base nas acusações do Ministério Público Federal (MPF), Cabral se tornou réu pela 23ª vez pelos crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Justiça do Rio de Janeiro. O ex-governador está preso desde novembro de 2016.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu contra cinco decisões de Mendes. Ela foi contra a libertação de Milton Lyra, apontado como operador do MDB, e outros quatro investigadores na Operação Rizoma, outro desdobramento da Lava Jato que apura fraudes em fundos de pensão.

Segundo Dodge, a decisão de Gilmar Mendes foi equivocada porque, “em liberdade, Milton poderá realizar ampla movimentação do patrimônio ilícito, especialmente dos recursos que até o momento permanecem ocultos”.

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