Gêmeas nascem em UTI neonatal improvisada

Silvio Mori

Família reclama o descaso do plano de saúde e situação pode piorar com a redução das unidades existentes

A gestante Danyella da Silva Sozin (32), grávida de 33 semanas de gêmeos, passou por momentos difíceis para dar a luz aos bebês. Segundo relato do esposo, Renato Balta Insfran (31), o parto demorou em ser realizado por falta de UTI Neonatal na maior maternidade de Campo Grande, a Cândido Mariano e também pelo descaso da Unimed.

Danyella teve o rompimento da bolsa no domingo (9), por volta do meio-dia, mas o parto só foi acontecer no dia seguinte, às 22 horas, devido à negligência do plano de saúde em conseguir os aparelhos para os gêmeos prematuros, segundo relato de familiares.

“Foi muito descaso da Unimed em conseguir os aparelhos. O parto estava marcado para as 17h30, mas os respiradores só chegaram as 22h, somente a partir daí que começaram o trabalho de parto, graças a ação da nossa médica”, disse.

A falta de vagas na UTI-Neontal não é novidade na Capital, a situação também foi relatada em uma rede social pela irmã da gestante.

“É revoltante saber que não há vagas nem aqui nem em outros hospitais que possuem UTI-NEO, e o mais preocupante é saber que a fila de bebês aguardando UTI-NEO é extensa e saber que muitos deles estão recebendo apenas ventilação mecânica”, escreveu.

Na noite desta terça-feira, uma das crianças já foi para a UTI e a outra permanece no leito improvisado.

“Uma delas continua entubada e a outra está aguardando a vaga. A mãe recebeu alta nesta manhã e passa bem”, disse o pai.

A equipe do Página Brasil entrou em contato com o médico responsável em falar pela maternidade, mas não pode nos atender por estar em cirurgia. A assessoria da Unimed também foi procurada, mas até o fechamento da matéria não se pronunciou.

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