Gasolina comum têm curiosa ‘média’ de preços em postos da Capital

Enquanto o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS (Sinpetro-MS) espera que o governo do Estado apresente uma alternativa ao fim da redução da alíquota do ICMS do diesel, que durante seis meses – entre julho e dezembro do ano passado caiu de 19% para 12% – os preços dos demais combustíveis, principalmente a gasolina, continuam a apresentar preços muito semelhantes em postos de combustíveis de bandeiras diferentes, sem uma explicação clara dos representantes do setor sobre a política de preços adotada pelos proprietários de postos de combustíveis.

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Foot Silvio Ferreira

Em um momento em que o preço do álcool não tem apresentado preços competitivos – especialistas apontam que a opção pelo combustível, para proprietários de veículos bicombustível, só é realmente interessante quando o valor do litro do combustível não supera a razão de 70% do valor da gasolina – postos tradicionais do centro da Capital apresentam preços muito similares para a gasolina comum, que giram em torno da casa dos R$3,49.

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Em um rápido giro pelos postos do centro da capital, a equipe do Página Brazil observou que as diferenças raramente vão além de centésimos de real. Em dois postos vizinhos, de bandeiras diferentes, localizados em duas esquinas do cruzamento das ruas Calógeras e 26 de agosto, a diferença do valor da gasolina comum é irrisória: apenas quatro centavos, estímulo insuficiente para que muitos consumidores abandonem a preferência pela bandeira com que costumam abastecer.

No posto de menor preço praticado, um detalhe: o combustível não estava disponível. Foto: Silvio Ferreira

Em um posto localizado na esquina das ruas 13 de maio, com a avenida Afonso Pena, encontramos a maior diferença nessa estranha “média”: apenas dez centavos. No estabelecimento de localização privilegiada, a gasolina comum é ofertada a R$3,299. Detalhe: apenas para pagamento à vista, em dinheiro ou cartão de débito. Outro detalhe: no posto em questão, a gasolina não estava disponível. Em um cartaz exposto nas bombas de combustível, se pode ler um aviso que, para os consumidores, costuma ser um mau presságio de “aumento à vista”:

“Desculpe o transtorno. Estamos sem gasolina porque a nossa distribuidora […] não nos entregou, sem justificativa”

Silvio Ferreira

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