Gaeco conclui que Omep e Seleta passaram a ser ‘indústria de fantasmas’

A conclusão do MPE-MS (Ministério Público Estadual), após alguns anos de investigação e do muito que até já se propagava e houve processo judiciais – é que realmente as entidades Omep e Seleta abrigam ou passaram a operar nos últimos cinco anos, uma ‘indústria de funcionários fantasmas’, pagos com dinheiro público, oriundos de convênios até legal com a Prefeitura de Campo Grande. Contudo, o que de um lado era feito de certa forma legal, se tornou imoral e mesmo ilegal, com pessoas pagas e que não trabalham, além de que para isto ou em outros casos, há acusação de falsificação de documentos. No fim da tarde desta quinta-feira (15), a Justiça acatou pedido do MPE e agiu de forma mais radical, tendo, mesmo antes de haver processo judicial instalado, determinado a quebra de contratos.

As investigações, com ações que vieram a tona nesta semana, após prisões e condução coercitiva até de vereadora – como no caso de Magali Picarelli (PSDB), como noticiamos – foram feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braço do MPE. Os promotores concluíram pelas centenas de irregularidades e crimes. “São convênios milionários realizados durante anos e que sustentavam uma rede de troca de favores e uma “indústria de funcionários fantasmas”, assim sustenta e acusa promotores do Gaeco, levando em conta as ações feitas pela Omep e Seleta entre os tramites dos convênios com a prefeitura.

Ontem, decisão liminar da Justiça Estadual, determinou a extinção dos convênios e demissão imediata de 4 mil funcionários contratados através do convênio, terceirizados, para atuar em creches públicas, entre outros. Para embasar o pedido, o MPE indicou desvio milionário de pelo menos R$ 26,5 milhões entre os diretores das entidades em movimentações financeiras ocorridas direto na conta usada para receber os repasses dos convênios, entre 2011 e 2015.

Além disso, são indicados “favores” entre a Omep e a Seleta para a contratação de funcionários burlando a regra de trabalho voluntário previstos nas instituições. “Em outras palavras, o que deveria ser trabalho voluntário na Seleta, era pago pela Omep”, frisa o MP em relatório judicial, que relata ainda que equipes do Gaeco, ao irem em Ceinfs da Capital, não encontraram pelo menos 180 funcionários contratados pela Omep. “Se sugere então a existência dos funcionários fantasmas”, relata.

Nomes apontados

De acordo com o Gaeco-MPE, várias pessoas foram beneficiadas com tal ação irregular, entre elas a atual presidente da Omep no Estado, Maria Aparecida Salmaze e ‘toda’ sua família, tendo nomes em destaques como de Rodrigo Messa Puerta, genro da titular da Organização. Ele também já ocupou o comando da entidade.

A apuração aponto com principais a “família”, porque segundo o Gaeco-MPE, Salmaze, a filha e Rodrigo formavam a diretoria da Omep e recebiam para tal, como ainda da Seleta. “O genro, Sr. Rodrigo Messa Puerta, embora diretor da Omep recebia de ambas as entidades, Omep e Seleta”, explica a promotoria.

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