Furacão Matthew passa por Cuba e segue para as Bahamas e EUA

Pessoas passam por rua inundada e cheia de lixo durante a passagem do furacão Matthews por Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Pessoas passam por rua inundada e cheia de lixo durante a passagem do furacão Matthews por Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O furacão Matthew atingiu o leste de Cuba na terça-feira (4) e provocou a retirada de mais de 1,3 milhão de pessoas de suas casas. Ele segue nesta quarta-feira (5) para Bahamas e para os Estados Unidos. Na República Dominicana e Haiti, o furacão deixou nove mortos, segundo o The New York Times.

Com nível 4 na escala Saffir-Simpson (1 a 5), o Matthew tocou a terra no extremo oriente de Cuba pouco antes das 19h de terça-feira, com ventos de até 220 km/h. Ele foi rebaixado para a categoria 3 no início desta quarta, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), com sede em Miami.

Moradora Guantánamo, em Cuba, se protege da chuva com saco plástico na passagem do furacão, na terça-feira (4) (Foto: Alexandre Meneghini/ Reuters)
Moradora Guantánamo, em Cuba, se protege da chuva com saco plástico na passagem do furacão, na terça-feira (4) (Foto: Alexandre Meneghini/ The New York Times)

Segundo o The New York Times, a ilha ainda sentia os efeitos do furacão nesta manhã. A AFP informou que há previsão de chuvas intensas e inundações, segundo o presidente do Conselho de Defesa Municipal de Baracoa (departamento de Guantánamo), Tony Matos. As ondas podem chegar até quatro metros de altura. Além de Guantánamo, as províncias Santiago de Cuba, Camagüey, Holguín, Granma e Las Tunas também estão em alerta.

O Matthew representa o maior desafio ao sistema de alerta e prevenção de emergências de Cuba desde 2012, quando o furacão Sandy (categoria 2) deixou 11 mortos e provocou grande destruição em Santiago de Cuba, de acordo com a France Presse.

Haiti
O furacão Matthew deixou cinco mortos no Haiti, país mais pobre das Américas. A região sul do país ficou isolada na terça, após a queda de uma ponte na estrada Route Nationale 2, que liga esta parte do país com a área da capital Porto Príncipe.

O Ministério do Interior Haitiano anunciou a retirada de 9.280 pessoas foram retiradas de suas casas. “Por enquanto, é impossível fazer um balanço e conhecer a extensão da destruição causada pela passagem do ciclone”, disse porta-voz da Defesa Civil, Edgar Celestin.

“É a pior tempestade que o Haiti sofre em décadas, e todos os danos serão, sem dúvida, significativos. Mais de quatro milhões de crianças podem estar expostas aos estragos do furacão”, declarou o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Haiti, Marc Vincent.

O furacão atingiu a cidade de Anglais por volta das 8h, com ventos máximos de 230 km/h, informou o NHC.

A Agência para o Desenvolvimento Internacional (AID) dos Estados Unidos enviou uma equipe de elite de resposta a desastres para Bahamas, Haiti e Jamaica, segundo o The New York Times.

Na República Dominicana, quatro pessoas morreram. O Centro de Operações de Emergências (COE) informou que mais de 8,5 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas em Santo Domingo e nas províncias próximas da fronteira com o Haiti.

A caminho dos EUA
O furacão pode alcançar o sudeste dos Estados Unidos, onde os governos da Flórida e da Carolina do Norte decretaram estado de emergência. Já a Carolina do Sul ordenou a evacuação do litoral a partir de quarta-feira.

“Nosso objetivo é que a população se situe a pelo menos 150 km da costa”, declarou a governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, em entrevista coletiva.

Diante da possibilidade da chegada de Matthew, o presidente Barack Obama decidiu adiar um ato previsto para esta quarta-feira, em Miami, com a candidata democrata Hillary Clinton. De acordo com todas informações apuradas no The New York Times.

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