Funcionário de hotel nega permissão ao uso de caiaque no lago que matou professor

O proprietário de uma empresa que realiza eventos no Eco Hotel do Lago, negou nesta quarta-feira (9) que funcionários tenham permitido o uso de caiaques no lago — que matou um professor de matemática na segunda-feira (7) . De acordo com Germano Ramos, o caiaque só foi retirado do depósito para ser fotografado.

Hotel realiza eventos de diversas categorias Foto: Reprodução/Facebook)
Hotel realiza eventos de diversas categorias (Foto: Reprodução/Facebook)

O organizador de eventos nega que o hotel tenha recebido uma multa de R$ 50 mil. A informação foi divulgada por um veículo de comunicação de Campo Grande. Germano realiza cerimônias há 15 anos no local e afirma que nunca aconteceu algo desta natureza em mais de uma década de trabalho.

Ainda segundo Ramos, o hotel recebeu apenas uma notificação para que se pronuncie em um prazo de 30 dias. “É mentira, não foram multados em R$ 50 mil, recebemos apenas uma notificação do Corpo de Bombeiros. Eles [bombeiros] fizeram uma vistoria no hotel em setembro. A licença de funcionamento só é concedida quando não há irregularidades”, garante.

Germano diz que todos estão abalados com o ocorrido e lamenta a desobediência das acompanhantes do professor, que desrespeitaram as regras do local, resultando na morte do jovem. “As duas moças chamaram ele [o professor] para andar de caiaque e foram negadas por funcionários da recepção. Elas não pegaram colete salva vidas, e não foram autorizadas a entrar no lago”, finaliza.

Entenda o caso 

Jonas Lobato Vermieiro (27), morreu afogado na segunda-feira (7), no Eco Hotel do Lago, em Campo Grande. O homem era professor de matemática e estava em um congresso da Secretaria de Educação.

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(Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, as testemunhas relataram aos policiais que o rapaz com uma amiga pegou os equipamentos de navegação e um caiaque, sob autorização de um funcionário da chácara, e foram remar no lago.

Jonas caiu do caiaque e como não sabia nadar morreu afogado. A amiga do professor disse que tanto o equipamento dela quanto do amigo estavam com furos na parte de baixo, o que facilitou a entrada de água no caiaque.

A testemunha relatou ainda que quando percebeu que Jonas se afogava, jogou boias para o amigo, mas sem sucesso. O funcionário do estabelecimento negou aos policiais que tenha dado autorização para às vítimas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros e mergulhadores foram acionados e fizeram o resgate do corpo. A vítima foi encontrada a dois metros de profundidade, próximo à margem do lago.

A Polícia Civil registrou o caso como morte a esclarecer.

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