Fórmula 1 no Brasil passa em 2020 para o Rio de Janeiro

Lúcio Borges

Atual autódromo de Interlagos em São Paulo

A Fórmula 1 no Brasil passa em 2020 para a cidade do Rio de Janeiro, após 30 anos seguidos no Autódromo de Interlagos em São Paulo. A trigésima vez que será neste ano, marca o tempo seguido em que o Grande Prêmio do Brasil ocorre no Autódromo José Carlos Pace, o Interlagos, na cidade paulista. O evento até poderia não ocorrer no próximo ano, pois o espaço que recebia verba pública, passou a não contar mais com recursos e anunciavam falta de dinheiro e que não haveria condição de arcar com a corrida em 2020. A Formula 1 vem sendo realizada a 47 anos no Brasil.

Contudo, a cidade carioca que já recebeu por 10 anos o circuito mundial, desfez de seu autódromo e agora irá ter que construir um novo, que promete ter maior capacidade do que em SP, mas sem recursos direto do Poder Público. O País já entrará com o terreno que era do Exército, sendo doado para o futuro empreendimento. As novidades e anúncios foram feitos até pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (8), em evento oficial na cidade do Rio.

O chefe do executivo, assinou um termo de cooperação com o governo do Estado e a prefeitura da capital para as obras de um autódromo em Deodoro, que deverá ter capacidade para receber um público de 130 mil pessoas. Assim, a mudança encerrará um ciclo das três décadas em São Paulo, mas que como havia participação pública e uma dívida enorme.

“Tornou-se inviável a permanência da Fórmula 1 lá. Então, vieram para o Rio de Janeiro e a construção será concluída em 6 ou 7 meses após o início das obras”, disse Bolsonaro, após cerimônia do Dia da Vitória, que lembra o êxito da participação brasileira na 2ª Guerra Mundial, há 74 anos. O evento ocorre anualmente no Monumento Nacional aos Mortos, conhecido como Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Apesar de já dar terreno, se fala que não haverá dinheiro público

O presidente afirmou ainda que não serão destinados recursos públicos para as obras. Mas, ele acredita que a Fórmula 1 no Rio de Janeiro irá estimular o setor hoteleiro e aquecer o turismo da cidade, gerando cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos. À tarde, pelo Twitter, o presidente informou que o nome do autódromo será Ayrton Senna.

A estimativa, segundo o prefeito Marcelo Crivella, é de que as obras comecem em menos de dois meses. “Estamos lançando o edital. As empresa terão a oportunidade de apresentar suas propostas. Em 45 dias, vamos abrir os envelopes e a vencedora poderá começar as obras”.

Como o Exército cedeu o terreno onde será erguido o autódromo, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, também assinou o termo. Bolsonaro refutou a possibilidade de que as obras causem impactos ambientais e parabenizou as Forças Armadas por preservarem a região.

O governador Wilson Witzel assegurou que não há restrições legais para a construção. “Ali pode ser feito o autódromo. E para o meio ambiente é muito melhor, porque terá mais gente cuidando do entorno”.

Formula 1 tem 38 anos no Brasil

O Grande Prêmio do Brasil acontece anualmente de forma ininterrupta desde 1972. O Autódromo de Interlagos chegará a sua 37ª edição em 17 de novembro de 2019.

As outras dez ocorreram no então Autódromo Internacional Nelson Piquet, no Rio de Janeiro. Também conhecido como Autódromo de Jacarepaguá, ele foi demolido em 2012 para dar lugar às instalações dos Jogos Olímpicos de 2016.

(Com informações da Agência Brasil)

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