Força-tarefa entra no presídio de Alcaçuz e encontra 500 facas e um revólver

Agente hasteia bandeira do Brasil no telhado da penitenciária de Alcaçuz (Divulgação/Sindicato dos Agentes Penitenciários/Via UOL)

Uma operação da Força Nacional Penitenciária e agentes do Rio Grande do Norte, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, retomou, na manhã desta sexta-feira (27), os pavilhões 4 e 5 da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal –esses são os locais em que ficam os detentos ligados ao PCC.

No pavilhão 5, estavam os presos do PCC e, no pavilhão 4, os presos ligados à facção paulista que haviam tomado o controle durante disputa na quinta-feira da semana passada.

Desde cedo, agentes federais que vieram na forca-tarefa enviada pelo Ministério dá Justiça e homens da segurança locais ocuparam o local. Não houve registro de confrontos.

Um revólver calibre 38, cerca de 500 facas artesanais e drogas foram encontrados durante revista nos dois pavilhões.

Por volta das 8h30 (horário local), os agentes hastearam bandeiras do Rio Grande do Norte e do Brasil no telhado da unidade para simbolizar a reconquista do local.

A ação desta sexta-feira é a primeira desde a chegada de 78 homens da Força Nacional Penitenciária, na quarta-feira. Eles devem permanecer no Estado por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado.

Com a chegada da força-tarefa, a ideia do governo é que o Estado retome o controle de Alcaçuz e garanta a reforma de alguns pontos da unidade, além da construção de um muro de 90 metros, que vai separar presos do PCC dos detentos do Sindicato do RN.

Já os presos dos pavilhões 1, 2 e 3 já estão controlados desde o início da semana e já atua na reforma dentro da unidade, como a pintura e reforma de muros nos pavilhões destruídos na rebelião. (Com UOL)

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