Flamengo multa jogadores afastados em 30% do salário e se resguarda contra ação na Justiça

A punição do Flamengo ao grupo de cinco jogadores flagrados em uma festa com bebidas e mulheres vai doer pouco no bolso. O clube vai descontar apenas 30% do próximo salário de Alan Patrick, Everton, Paulinho, Pará e Marcelo Cirino, e os atletas terão o comportamento analisado a partir de agora. Juntos, os jogadores, com vencimentos entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, deixarão de receber um total de quase R$ 300 mil. A medida, aparentemente branda, tem o objetivo de não gerar processos trabalhistas em caso de dispensa.

Foto da festa dos jogadores do Flamengo Foto: Reprodução
Foto da festa dos jogadores do Flamengo Foto: Reprodução

O departamento jurídico do clube, sob os cuidados do vice-presidente Flávio Willeman, tomou os cuidados para evitar qualquer tipo de ação futura na Justiça do Trabalho. Os jogadores foram afastados por tempo indeterminado, mas nada impede que, demonstrando arrependimento e entendimento da situação, sejam reintegrados, o que é improvável para a maioria. Um histórico das polêmicas já está sendo elaborado, uma vez que os atletas não são primários.

O quinteto treinou em separado pela primeira vez ontem à tarde, no Ninho do Urubu, e fará sempre atividades em horários alternados ao do restante do elenco. Pela manhã, a divulgação de mais uma foto da festa realizada na terça-feira, em Vargem Grande, na qual aparecem Paulinho, Everton e Pará, deixou a situação ainda mais difícil para o grupo permanecer no Flamengo. Apenas Alan Patrick, com contrato até o meio do ano que vem, deve ser perdoado. Os demais, como Marcelo Cirino, serão dispensados ou negociados.

O goleiro Paulo Victor foi o primeiro a comentar de forma aberta a situação dos seus companheiros. Com dez anos de Flamengo, o jogador deixou claro que, mesmo sem julgamento, é preciso entender a proporção das ações

— Tudo aqui tem um peso maior. Quando assina o contrato já sabe a responsabilidade. Cada um leva a vida da maneira que acha correta. A gente fica triste, mas tem que respeitar a decisão da direção — ponderou.

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