Flamengo e Vasco empatam em 1 a 1 no estádio Mané Garrincha, em Brasília

O clássico passou longe do Maracanã, seu palco original. Mas o Flamengo x Vasco do Mané Garrincha, em Brasília, nesta quarta-feira, reuniu os elementos que fazem deste um dos principais clássicos do Brasil. O empate em 1 a 1, em partida válida pela quarta rodada da Taça Guanabara, teve muitas oportunidades de gol, chances incríveis, lances ríspidos, provocações e emoção. Os donos dos gols saíram do banco de reservas. Marcelo Cirino colocou fim a um jejum rubro-negro, que voltou a marcar após 467 minutos, e fez um gol pela primeira vez num clássico na carreira. Riascos entrou em campo depois de mais de um mês se recuperando de lesão.

Guerrero mais uma vez ficou sem marcar (Foto: Globo Esporte)
Guerrero mais uma vez ficou sem marcar (Foto: Globo Esporte)

Apenas na sexta posição, com cinco pontos, o Flamengo tem mais um clássico pela frente para tentar sua recuperação no Campeonato Carioca. A equipe volta a campo para enfrentar o Botafogo, neste sábado, em Juiz de Fora (MG). Já o próximo compromisso do Vasco é contra o Volta Redonda, domingo, em São Januário. O time cruz-maltino segue líder isolado, com 10 pontos.

Só o primeiro tempo valeu por 90 minutos. E teve todos os elementos de um clássico como Flamengo x Vasco. Mais um capítulo de hostilidades entre Guerrero e Rodrigo – com o peruano acertando o braço no rosto do zagueiro, passível de expulsão – e chances de gol. Na principal delas, aos 22 minutos, Martín Silva – que chegou a Brasília na manhã desta quarta-feira após partida pela seleção do Uruguai – fez duas defesas espetaculares em sequência, em chutes à queima-roupa do camisa 9 rubro-negro, que havia jogado pela seleção do Peru menos de 24 horas antes.

A segunda etapa começou com o Vasco dominando, mas foi o Flamengo que abriu o placar, aos 33 minutos. Alan Patrick deu passe milimétrico para Marcelo Cirino, que fez o gol de cabeça. Mas o alívio durou pouco. Três minutos depois, em cobrança de escanteio, Riascos subiu e empatou a partida. E teve emoção até o fim. Aos 45 minutos, Willian Arão, dentro da pequena área, acertou a bola na trave.

O Flamengo se mobilizou para transportar Guerrero do Uruguai a Brasília. Apesar de desgastado, o atacante se colocou à disposição para disputar o clássico e jogou com emoção à flor da pele. Irritado com provocações de Rodrigo, chegou a acertar o braço no rosto do zagueiro do Vasco. Pouco depois, perdeu duas grandes chances de gol em sequência, a segunda delas a apenas dois metros de distância da baliza de Martín Silva.

“Resgatado” do Uruguai em voo fretado pelo Vasco até Brasília, Martín Silva fez valer cada centavo dos cerca de R$ 100 mil investidos no traslado. O goleiro fez grandes defesas, especialmente no primeiro tempo – a principal delas em chutes à queima-roupa de Guerrero aos 22 minutos – e contou com a sorte no último lance do jogo, um toque de Arão na trave.

NO BANCO 

O Clássico dos Milhões desta quarta-feira mostrou que trata-se mesmo de um duelo imprevisível. Tanto é que os autores dos gols saíram do banco de reservas. Marcelo Cirino deu fim ao jejum de gols do Flamengo, que durava 467 minutos e marcou seu primeiro gol em clássicos em toda a carreira. Riascos voltou a jogar após um mês se recuperando de lesão e fez seu sétimo gol no Carioca. (globoesporte)

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