Fidel Castro é enterrado em Santiago de Cuba

O líder da revolução cubana foi enterrado na manhã deste domingo (4) no cemitério de Santa Efigenia, em Santiago de Cuba. As ruas da cidade foram bloqueadas e a população aguardou a passagem da urna funerária ao longo de 3 km desde a Praça da Revolução, onde as cinzas passaram a noite.

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A funcionária da empresa de alimentação Yamila Ruiz, de 49 anos, fez um discurso muito emocionada no ponto mais próximo do cemitério que os admiradores de Fidel podiam chegar.

“Somos milionários sem termos um peso no bolso. Por quê? Porque temos o coração aberto. Respiramos em uma Cuba liberta do domínio estrangeiro. Andamos por uma Cuba livre e soberana”, disse, em lágrimas.

Wiliberto Gomes Cordoba, de 78 anos, disse que se alistou no exército combatente por influência de Fidel. “Eu vim ficar ao seu lado até o último momento. Perdemos nosso grande líder. É um dos dias mais tristes da minha vida”, declarou, com voz tranquila. Ele levava medalhas de combatente no peito.

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As irmãs Maria Riso e Dinorá, de 76 e 69 anos, respectivamente, também estavam muito emocionadas. “Vivemos a revolução com ele. Era o maior homem do país”, disse Maria. “Perdemos a alma de Cuba”, concluiu Dinorá.

Em uma cerimônia privada, ele foi enterrado perto do túmulo de José Marti, filósofo inspirador da revolução que era citado frequentemente nos discursos de Fidel.

Caravana e vigília
Desde o dia de sua morte, Fidel tem recebido homenagens. As suas cinzas saíram em caravana por várias províncias do país. A cena se repetia a cada cidade: as pessoas iam para as ruas para dar adeus ao líder da revolução. Depois do ato que encerrou as homenagens públicas ao líder cubano, um grupo passou a noite na praça em vigília cantando antigas canções revolucionárias.

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“Ficamos lembrando tudo o que ele fez pela revolução e pelo nosso povo. Queríamos ficar com ele até o último momento. Ninguém em Cuba vai esquecê-lo. É outro domingo triste”, afirmou lydi lago milan, de 47 anos.

Um grupo de brasileiros que participa do Programa Mais Médicos chegou cedo à praça para ver as cinzas passarem. “O que mais me impressionou foi a mobilização para dar dar adeus a Fidel. Ele representa muito para quem quer uma sociedade diferente”, disse João Batista Cavalcante Filho, de 39 anos, que mora em Aracaju, Sergipe.

Informações traduzidas do El País

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