Fiança de R$52 milhões faz Eike pôr à venda lanchas e Lamborghini

Eike Batista e a Lamborghini Aventador que ostentava em sua sala de estar. Foto: O Globo

Em prisão domiciliar e com o objetivo de evitar a deterioração de bens bloqueados pela Justiça,  o empresário Eike Batista põe à venda carros e embarcações como o Lamborghini Aventador branco que ostentava na sala de estar da mansão do empresário, que precisará de autorização judicial para vender os bens.

A defesa do fundador do Grupo X anexou aos processos propostas de interessados em diversas embarcações, entre lanchas e jet skis. É o que apontam documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Eike, no entanto, precisará de autorização judicial.

“Além da questão da deterioração, Eike está com os bens bloqueados, impossibilitado de arcar com as despesas deles”, afirmou o advogado do empresário, Fernando Martins.

O topo-de-linha da Lamborghini tem motor V12 de 700 cv; atinge 100 km/h em 2,9 segundos, com máxima de 350 km/h (limitada eletronicamente). Foi avaliado em R$ 2,8 milhões em 2015. Foto: Divulgação / PF

O dinheiro levantado ficará bloqueado na Justiça. O empresário pode usar parte da verba para o plano de pagamento da fiança de R$ 52 milhões, acertado em maio com o juiz da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da Lava Jato no Estado.

Em 2014, quando Eike tentou vender pela primeira vez o Lamborghini Aventador modelo 2012 o preço estimado era de R$ 2,5 milhões. Entre as lanchas e jet skis do empresário, ao menos quatro deles já foram avaliados, em um total de R$ 3,6 milhões. Também há uma lancha de pequeno porte batizada de Thorolin, em referência aos filhos do empresário Thor e Olin, e dois jet skis, um de R$ 42 mil e outro de R$ 52 mil.

Réu na Operação Lava Jato, Eike precisa pagar uma fiança de R$52 milhões. Foto: Arquivo

Lava Jato

Eike é réu por supostas irregularidades à frente de duas empresas do seu grupo – OSX (construção naval) e a petroleira OGX. Segundo as investigações, US$ 16,5 milhões teriam sido pagos pelo empresário Eike Batista em propina no esquema liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), que está preso.

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