Fenaban propõe reajuste de 7%, mas negociações devem continuar

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) propôs um novo reajuste de 7% aos bancários nesta sexta-feira (9), informou a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

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Segundo o sindicato, as negociações devem continuar. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real.

Foi proposto ainda aumento de 7% na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. A reunião de negociação aconteceu nesta sexta em São Paulo.

A Fenaban disse em nota que “o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa”.

Reivindicações

A categoria havia rejeitado a primeira a proposta da Fenaban de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Fenaban, a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração seria de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivaleria a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

4º dia de greve

A greve dos bancários entrou em seu quarto tia nesta sexta. A paralisação começou na terça-feira (6) é por tempo indeterminado. Até o balanço divulgado na quinta-feira (8) pela Contraf, a greve havia fechado 8.454 agências e 38 centros administrativos.

No primeiro dia, segundo as atividades paralisadas 7.359 agências, CABB (centros administrativos, centrais de atendimento) e SAC (serviços de atendimento ao cliente).

De acordo com o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias (dado de julho).

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não divulgou balanço de agências fechadas e afirmou apenas que a população tem à sua disposição uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras.

Segundo a Contraf, uma nova rodada de negociações com os bancos foi marcada para sexta-feira (9), a partir das 11h, em São Paulo.

Veja como pagar contas durante a greve dos bancários

Até a última atualização desta reportagem, pelo menos 25 estados e o Distrito Federal tinham agências fechadas.

Atendimento

Em nota, a Fenaban (Federação Brasileira de Bancos) lembra que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Greve passada

A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado e teve duração de 21 dias, com agências de bancos públicos e privados fechadas em 24 estados e do Distrito Federal. Na ocasião, a Fenaban propôs reajuste de 10%, em resposta à reivindicação de 16% da categoria.

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