Fecomércio prevê geração de mais postos de trabalho em julho em MS

Da Redação/JN

Os dados positivos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no comércio varejista e setor de serviços registrados em junho, no âmbito estadual, sinalizam para um cenário de recuperação da economia no segundo semestre deste ano, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS).

Comércio da Capital, no entanto, ainda vive período de estagnação, mas com expectativa de melhora no segundo semestre

Os números confirmam sondagem do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPF) da Fecomércio-MS, que ouviu empresários do comércio. “Para alguns empresários, o Dia dos Namorados foi melhor que o Dia das Mães, possivelmente a liberação do FGTS contribuiu com estes resultados”, diz o presidente do IPF, Edison Araújo, assegurando que o mês de julho também deverá registrar resultados positivos.

Para o comércio da Capital, no entanto, os números ainda são de queda de emprego. Com estagnação da economia e sem crescimento das vendas, registrou mais demissões.

“Embora o Cadastro Geral de junho no âmbito estadual tenha apresentado crescimento, em Campo Grande registramos uma queda de 337 postos de trabalho formais, o que representou um encerramento de quase 17 postos por dia útil (20 dias). No primeiro semestre houve uma redução de 584 vagas”, diz João Carlos Polidoro, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande.

Para Polidoro, não se pode falar ainda em “fim da fase aguda, uma vez que somente registramos uma redução do ritmo da queda”, no entanto, a expectativa em elação ao segundo semestre é de otimismo.

“Temos a esperança de que agora, com as alterações na legislação trabalhista, a discussão e a possibilidade de aprovação das demais reformas – tributária, política e da previdência -, e a aproximação de mais datas comemorativas, como Dia das Crianças e Natal, que representam aumento de vendas para o comércio, possamos inverter essa tendência no segundo semestre, voltar a crescer e recuperar as perdas registradas nos últimos dois anos”, diz o dirigente empresarial.

NÚMEROS

No mês de junho o setor terciário foi o principal gerador de empregos, somando 1.089 novas vagas (412 no comércio e 677 no setor de serviços).

O resultado do comércio foi o melhor desde outubro de 2016 e para serviços o resultado mais positivo desde abril deste ano. O setor é o que respondeu mais rapidamente no processo de recuperação da economia, de acordo com as estatísticas.

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