Fechamento de escolas dará caminho para construção de novas estruturas e padronização de ensino, destaca secretária estadual

Nádia Nicolau

A secretária estadual de educação, Maria Cecília Amendola da Motta, concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira (06) ao Tribuna Livre e explicou a situação polêmica dos reflexos do fechamento de escolas públicas em Campo Grande.

Ela destacou que, conforme registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até 2008 as famílias tinham em média seis filhos, hoje os dados apontam que está caindo o número de natalidade de crianças por família, o que impacta diretamente no baixo número de alunos na educação básica. Esse fato é uma das justificativas apresentadas para explicar a necessidade de fechamento e/ou municipalização de escolas.

Outra colocação é, segundo Maria Cecília, a adequação aos modelos de construção de novas escolas que atendam as demandas educacionais, o que a secretária de educação chamou de “padrão diferenciado”, que vai desde novas estruturas físicas até metodologias aplicadas ao ensino.

Esse mesmo tema foi discutido na Câmara Municipal de Campo Grande, na última segunda-feira (02) e, na ocasião, a secretária declarou que “apesar de estarmos reordenando, fechando e municipalizando, nós construímos sete escolas novas, com salas temáticas, salas de aula com mesa redonda, estamos fechando, mas nós estamos abrindo com outra visão, com o tempo integral. Essa redução de natalidade, aumento da expectativa de vida é que faz que a gente tome decisões. É feito um estudo por técnicos que definem a mobilidade e onde poderíamos estar diminuindo ou municipalizando”,

Resultados do Pisa – No início desta semana foram divulgados os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) de 2018, que faz parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Brasil não está em boa colocação, já que ficou constatado que pouco mais de dois terços dos estudantes brasileiros de 15 anos têm um nível de aprendizado em matemática mais baixo do que é considerado “básico”.

Sobre esse assunto, Maria Cecília comentou que “o desafio é muito grande, é preciso mudar a metodologia”. Ela também defendeu que, para mudar esse cenário, o maior investimento tem que ser nos professores.

Diante dessa realidade, a secretária de educação do Estado também complementou que há algumas lutas travadas em discussão no Congresso Nacional, como a permanência do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). “Se acabarem com esse valor, que é carimbado, a educação brasileira vai ainda mais para o buraco”.

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