Família é presa com laboratório de ‘alta’ produção de drogas na Capital

Lúcio Borges

O bairro Conjunto Terra Morena, é relativamente novo, mas já se torna agora também “fichado policial”, perfazendo a mesma realidade ao seu entorno, que tem ao seu lado os vizinhos bairros Los Angeles e Dom Antonio Barbosa, que infelizmente tem longos históricos policial no trafico de drogas e outros crimes. A ocorrência no local foi grande e em descoberta, após prisão de uma família, na última terça-feira (6), de que havia um laboratório de drogas no bairro. A produção era até sofisticada e em grande quantia de produtos, constatada por policiais da Denar (Delegacia contra o Narcotráfico), que fizeram a prisão de quatro integrantes da família, após denúncias anônimas.

Conforme a Denar, a família era bem articulada e de nível comercial, onde foram pegos o casal Roberto de Souza Valiente e Solange Nério de Araújo Valiente, ambos de 42 anos, com os dois filhos, Thalita Neris Valiente, 23 anos, e João Roberto Neris Valiente, de 20 anos. Todos vão responder por tráfico de drogas e associação criminosa.

O delegado Pablo Gabriel Farias, relatou que a denúncia foi feita no dia 30 de outubro, quando Solange foi até uma transportadora para enviar caixas para outro Estado. As caixas sempre eram enviadas com nomes falsos tanto do destinatário como de quem estava enviando a encomenda, que na sua maioria tinha notas falsas emitidas de eletrônicos ou capinhas de celulares.

Farias explicou que após aquela data, a família foi monitorada e caiu com nova ida a mesma transportadora. “No dia 6 de novembro, a filha Thalita foi até a transportadora para enviar outro carregamento de caixas. Mas, se deparou com os policiais, que já estavam monitorando os passos da família. Ela disse aos policiais que era droga que estava na caixa e que na casa havia mais entorpecentes. A jovem ainda falou que os policiais teriam uma surpresa”, disse o delegado da Denar.

Surpresa e esquema
A surpresa mencionada pela primeira presa foi confirmada, pois no local, em um quarto, foi encontrado o laboratório onde era produzido haxixe e a supermaconha – skunk. “Assim, vimos que em Campo Grande tem além do local produtor, já bem moderno e com a última maior produto, que é o Skunk”, avaliou o delegado.

Conforme o titular da Denar, o filho do casal era responsável pelas vendas em um grupo fechado no Facebook, onde ele era conhecido por ‘João de Santo Cristo’. A mãe e a irmã faziam a parte de envio da droga e o pai produzia. A droga era prensada a vácuo com um pouco de café para disfarçar o cheiro.

O delegado não falou de participação e como a droga passava pelas transportadoras sem ser notado nada de ilícito. Ele também não deu informações sobre as notas falsas – de suas emissões. Na casa foram apreendidos 110 quilos de droga, prensador a vácuo e máscaras.

Os vizinhos teriam dito aos policiais que nunca perceberam que na casa funcionava um laboratório de drogas e também que nunca sentiram cheiro de maconha no local.

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