Família de tabelião sofre terceiro atentado, disputa por registro de imóveis pode ser motivação

A residência do titular do 2ª Cartório de Coxim, Júlio Lima de Almeida, sofreu mais um atentado na noite deste domingo (12). Três tiros foram disparados contra o muro de vidro da casa, localizada na avenida Presidente Trancredo Neves, no bairro Flávio Garcia, em Coxim.

Segundo o delegado Gustavo Mussi, as câmeras de segurança da residência captaram o momento em que duas pessoas, numa motocicleta, passaram na frente da casa e dispararam três vezes.

Foto: PC de Souza
Foto: PC de Souza

Apesar da baixa qualidade, o que dificulta o reconhecimento dos envolvidos, as imagens mostram os disparos, provavelmente efetuados de um revólver de calibre 38. No vídeo em poder da Polícia Civil aparecem três clarões quando os tiros são disparados.

Esse é o terceiro atentado contra a família de Almeida, em 48 dias. De acordo com Mussi, a principal linha de investigação é a disputa pelo registro de imóveis de Coxim, que era do Cartório de 1º Ofício e passou para o 2ª Ofício depois de uma briga judicial.

O delegado explica que os indícios sobre a motivação ficaram evidentes depois que Roberto Softov, cunhado do tabelião do 1º Ofício, Luiz Hervê Castilho Fontoura, foi apontado como autor do segundo atentado, ocorrido em 27 de maio deste ano.

Testemunhas notaram a presença de Softov próximo a residência de Almeida momentos antes de uma bomba ser jogada em sua casa. Após a explosão, o carro do acusado, um Fiat Pálio, foi visto deixando o local em alta velocidade.

Conforme a delegada Silvia Elaine Girardi Menck, o acusado foi preso em flagrante, mas conseguiu a liberdade depois de pagar fiança de R$ 5 mil. Entretanto, Softov responde por pelo crime prescrito no artigo 251 do Código Penal: “Expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos”.

A delegada relatou que, além das testemunhas citadas, uma pessoa que estava no carro com o acusado confirmou que ele saiu do veículo, jogou o artefato e voltou correndo, empreendendo fuga em seguida.

O primeiro atentado aconteceu dois dias antes, em 25 de maio, quando uma bomba foi arremessada contra a residência. A explosão causou danos de grande proporção na estrutura da casa. Nos três atentados tinha gente no local, mas, por sorte, ninguém ficou ferido. Porém, a família está muito abalada psicologicamente.

Na Polícia Civil, a informação é existem outros três boletins de ocorrências, registrados por Almeida contra Softov. Dois registros são de ameaça e um de perturbação do sossego alheio. Os delegados estão empenhados na investigação e contam com a ajuda de testemunhas, cujas identidades são mantidas em sigilo.

Para os dois, além das autorias é importante que se descubra se existem mandantes dos crimes. Vale ressaltar que Roberto Softov nega todas as acusações.

Com Informações edição de Notícias

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