Facebook contrata 3.000 funcionários após vídeos de violência

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Dado Ruvic/Reuters/Reuters

O Facebook vai contratar 3.000 novos funcionários para analisar os vídeos e transmissões ao vivo postadas na rede social. Contratações acontecem após casos de assassinatos veiculados nas últimas semanas na rede social.

O anúncio foi feito pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, em uma publicação no seu perfil oficial. Segundo ele, o objetivo é tornar a comunidade de usuários mais segura.

De acordo com o executivo, os novos contratados vão se somar a outros 4.500 empregados que a empresa tem em vários países do mundo para realizar essa função. O novo contingente vai ajudar  a empresa a tomar ações mais rapidamente em casos de vídeos de violência, como também de abuso infantil e veiculação de discurso de ódio. Os termos de uso do Facebook proíbem a veiculação deste tipo de material.

No seu post, Zuckerberg justifica a medida porque “temos visto pessoas machucando a si mesma e a outras” no Facebook, sem citar casos específicos. Em abril, um tailandês fez uma transmissão ao vivo assassinando sua filha de 11 meses de idade, e depois se matando em seguida. Em outro caso no mês, um americano matou a tiros um desconhecido no meio da rua, tendo se suicidado após a perseguição policial que se seguiu.

O CEO também afirma que as ferramentas de denúncia de conteúdo inadequado serão aperfeiçoadas, mas não revelou mais detalhes. A ideia é que elas se tornem mais simples e tornem o processo mais rápido para quem faz as análises poder tomar uma ação, como chamar a polícia. “Na última semana, nós tivemos o relato de que alguém em uma transmissão ao vivo estava considerando o suicídio. Nós imediatamente entramos em contato com agentes da lei, e eles foram capazes de evitar que ele se machucasse. Em outros casos, não fomos tão bem-sucedidos”, escreveu Zuckerberg.

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