Exportações de industrializados voltam a registrar queda em Mato Grosso do Sul

Após registrar alta depois de 12 meses, a receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul teve, em março, uma nova queda, desta vez de 24% em relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo de US$ 272 milhões para US$ 206,5 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Já na comparação do acumulado de janeiro e março de 2016 com o acumulado de janeiro e março de 2015 a redução foi de 4,2%, saindo de US$ 722,3 milhões para US$ 692,2 milhões.

Exportações registram queda (Foto: Divulgação )
Exportações registram queda (Foto: Divulgação )

Em relação ao volume, na comparação de março deste ano com março do ano passado, a queda foi de 29,7%, diminuindo de 880.703 toneladas para 618.800 toneladas, enquanto no acumulado do ano de 2016 a redução foi de 4,75% na comparação com o mesmo período de 2015, caindo de 2.159.825 toneladas para 2.057.34 toneladas. Além disso, nos três primeiros meses deste ano os produtos industrializados representaram 55% de tudo que foi exportado pelo Estado, enquanto em março de 2016 esse percentual chegou a 37%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a março, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Papel e Celulose”, “Complexo Frigorífico”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol”, “Couros e Peles” e “Extrativo Mineral”, que, somados, representaram 97,1% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

Desempenho

De janeiro a março de 2016 as exportações do grupo “Papel e Celulose” somaram US$ 304,9 milhões, apontando crescimento de 17,8% sobre igual intervalo de 2015, quando as vendas atingiram o equivalente a US$ 258,7 milhões. Em relação aos compradores, os principais até o momento são China, com 41,5% ou US$ 126,5 milhões, Itália, com 20,3% ou US$ 61,8 milhões, Holanda, com 12,1% ou US$ 36,9 milhões, Estados Unidos, com 6,3% ou US$ 19,2 milhões, e Coreia do Sul, com 3,6% ou US$ 10,9 milhões.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a março de 2016 alcançou o equivalente a US$ 193,4 milhões, apontando queda de 8,7% sobre igual período de 2015, quando o total ficou em US$ 211,9 milhões. “A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com destaque para Hong Kong, Venezuela, China, Japão, Rússia, Arábia Saudita e Egito, que, somados, apresentaram uma redução equivalente a US$ 36,5 milhões”, detalhou Ezequiel Resende.

Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou o período de janeiro a março de 2016 com receita equivalente a US$ 60,9 milhões, indicando aumento de 73% sobre o mesmo intervalo de 2015, quando o resultado ficou em US$ 35,2 milhões. Os países que mais contribuíram para o desempenho observado foram Tailândia e Indonésia que, somados, compraram o equivalente a US$ 52,5 milhões ou 86,2% do total.

Outros grupos

No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a fevereiro de 2016 alcançou o equivalente a US$ 54 milhões, redução nominal de 50,8% sobre igual período do ano passado, resultado das quedas ocorridas no volume e preço médio de comercialização de 40% e 18%, respectivamente. O único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano foi o açúcar de cana.

Quanto ao grupo “Couros e Peles”, a receita de exportação de janeiro a março de 2016 alcançou US$ 36,2 milhões, indicando redução de 6,3% sobre igual período de 2015. Resultante da diminuição das aquisições de importantes compradores como a Itália, Hong Kong, Estados Unidos e Taiwan, que, somados, apresentaram queda de US$ 12,7 milhões. Bem como pela redução de 31% no preço médio da tonelada do couro exportado por Mato Grosso do Sul.

Já o grupo “Extrativo Mineral” alcançou receita de exportação de US$ 22,9 milhões no acumulado de janeiro a março, indicando recuo de 52,5% sobre o mesmo período de 2015, quando as vendas foram de US$ 48,3 milhões. “O resultado é fortemente influenciado pela queda de 41% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 23% no volume comercializado do produto. Em valores, o preço médio da tonelada caiu de US$ 41 para US$ 24”, detalhou.

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