Exportações de industrializados fecham semestre com receita US$ 1,82 bilhão

Para o 2º semestre deste ano, a tendência é de que as exportações de industrializados do Estado fiquem estáveis

A receita obtida com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul encerrou o 1º semestre deste ano em US$ 1,82 bilhão, uma alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 1,74 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

Apenas no mês de junho, as exportações de industrializados do Estado totalizaram US$ 316,13 milhões contra US$ 321,01 milhões de junho o ano passado, uma queda de 2%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, basicamente o crescimento de 4% na receita obtida com as exportações de produtos industrializados pode ser creditado à comercialização de celulose.

“Esse produto continua fazendo a grande diferença, tendo como principais compradores a China e os Estados Unidos”, analisou.

Ele acrescenta que, para o 2º semestre deste ano, a tendência é de que as exportações de industrializados do Estado fiquem estáveis.

“O motivo é que, para efeito de comparação, no 1º semestre do ano passado não tínhamos a 2ª planta da Suzano em operação e isso ocasionava um crescimento mês após mês quando se fazia a análise dos primeiros seis meses deste ano com os primeiros seis meses do ano passado”, explicou, completando que os preços da celulose também devem ficar estáveis.

Desempenho

O economista destaca que, quanto à participação relativa, no mês de junho, a indústria respondeu por 76% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação está em 69%.

Ele acrescenta que, quanto ao desempenho, os grupos de maior destaque nas exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul são: Celulose e Papel, Complexo Frigorífico, Óleos Vegetais, Extrativo Mineral e Couros e Peles, que, somados, representaram 97% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de industrializados ao exterior”, informou.

O grupo “Celulose e Papel” registrou no 1º semestre deste ano receita de US$ 1,085 bilhão, um aumento de 12%, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 1,055 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 659,43 milhões, Estados Unidos, com US$ 137,39 milhões, Itália, com US$ 78,90 milhões, Holanda, com US$ 70,46 milhões, Reino Unido, com US$ 20,43 milhões, Coreia do Sul, com US$ 15,89 milhões, e Espanha, com US$ 15,21 milhões.

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida de janeiro a junho foi de US$ 459,02 milhões, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 44,1% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 202,24 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 79,91 milhões, Chile, com US$ 66,63 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 50,87 milhões, Irã, com US$ 31,39 milhões, China, com US$ 26,43 milhões, Arábia Saudita, com US$ 26,20 milhões, Egito, com US$ 23,46 milhões, Japão, com US$ 17,73 milhões, e Uruguai, com US$ 15,49 milhões.

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